Substituição explĂcita no fim (u=1+4r2, du=8rdr, novos limites).
Fronteira de um sĂłlido (ex. 7(c)): Vol2â(S)=â ĂĄreas das faces; faces âelementaresâ (coroa, cilindro) por geometria; faces que degeneram numa curva nĂŁo contribuem (conteĂșdo nulo) â e dizem-no por escrito.
G. Demonstrar a fĂłrmula do grĂĄfico (ex. 8): g(x,y)=(x,y,f(x,y)) â gxâ=(1,0,fxâ), gyâ=(0,1,fyâ) â gxâĂgyâ=(âfxâ,âfyâ,1) â norma.
JustificaçÔes que nunca omitem: o domĂnio dos parĂąmetros (e porquĂȘ); qual dos sentidos ±N e porquĂȘ; o mĂłdulo âŁsenÏâŁ; as curvas de conteĂșdo nulo que se desprezam.
1.1 SuperfĂcie regular: trĂȘs maneiras de a descrever
Conjunto de nĂvel 0: S={x:F(x)=0} com F de classe C1 e âFî =0 em S.
Gråfico de uma função C1: z=f(x,y) (ou x=f(y,z), ou y=f(x,z)).
Imagem de uma parametrizaçãog:TâR2âR3, Taberto (por isso as resoluçÔes oficiais escrevem intervalos abertos, Ξâ]0,2Ï[; para integrar, fechar o domĂnio nĂŁo altera nada), ginjetiva, de classe C1, com inversa contĂnua e
Escrever g(u,v) substituindo na equação (ex.: y2+z2=16ây=4cosΞ, z=4senΞ, x livre).
Traduzir as restriçÔes (planos de corte, octante, âinterior deâŠâ) em limites para os parĂąmetros, mostrando a conta (como fazem as resoluçÔes oficiais).
1.2 Reconhecer a imagem de uma parametrização (e esboçar)
Ideia
Ă o caminho inverso: dado g(u,v), elimina os parĂąmetros para obter uma equação cartesiana em x,y,z, e depois traduz o domĂnioT em restriçÔes sobre x,y,z. Truques clĂĄssicos: cos2+sen2=1, cosh2âsinh2=1, ou resolver uma componente linear em ordem a um parĂąmetro e substituir.
Responde como os professores: nome da superfĂcie + equação cartesiana + restriçÔes (ex.: âface lateral do cone z=x2+y2â, com 0â€zâ€hâ; âo plano x=1 com 0<y<1, 0<z<1â â Resolvidos, ex. 3(a),(b)).
Esboça (ver passos para esboçar).
QuĂĄdricas mais frequentes (eixo Oz; troca as letras para outros eixos)
Ex. 4 da Ficha 1: x=acoshucosv, y=bcoshusenv, z=csinhuâa2x2â+b2y2â=cosh2u e c2z2â=sinh2u, logo a2x2â+b2y2ââc2z2â=1 (hiperboloide de uma folha).
Identifique e faça um esboço da imagem da superfĂcie parametrizada por
(c) g(u,v)=(vcosu, vsenu, v21â) com 0â€u<2Ï e v>0;
(d) g(u,v)=(u+v, 3âv, 1+4u+5v), para u,vâR.
Resolução passo-a-passo
1. (c) Eliminar u.x2+y2=v2(cos2u+sen2u)=v2, e z=1/v2. Logo
3. (c) Esboço. SuperfĂcie de revolução em torno de Oz (sĂł depende de r). Perfil no plano xz: z=1/x2 â sobe para +â junto ao eixo e tende a 0 quando rââ. Curvas de nĂvel z=c>0: circunferĂȘncias de raio 1/câ. Forma de âtrompete/funilâ assente assintoticamente no plano xy.
4. (d) Eliminar u,v (linear!). De y=3âv: v=3ây. De x=u+v: u=xâ3+y. Substituir em z:
z=1+4(x+yâ3)+5(3ây)=4xây+4.
5. (d) Resposta.u,vâR cobrem tudo â o plano 4xâyâz=â4â, com normal (4,â1,â1). (Confirma: guâĂgvâ=(1,0,4)Ă(1,â1,5)=(4,â1,â1).)
No MAP, o esboço vale pontos e prepara a alĂnea seguinte (fluxo por Gauss: vais precisar de fechar a superfĂcie com o disco y2+z2â€1 em x=0). Desenha sempre as curvas de nĂvel pedidas e o perfil.
Casos rĂĄpidos: grĂĄfico z=f(x,y) â N=(âfxâ,âfyâ,1) (aponta para cima). Plano ax+by+cz=d â N=(a,b,c). Esfera centrada na origem â Nâ„(x,y,z).
Normal unitĂĄria:Μ=â„Nâ„Nâ; a orientação (âpara foraâ, âpara cimaâ) escolhe entre Μ e âΜ.
Armadilhas
O ponto pode ser dado em (x,y,z) e nĂŁo em (u,v) â primeiro resolveg(u,v)=P para saber onde avaliar guâ,gvâ. · A ordem guâĂgvâ vs gvâĂguâ troca o sentido (irrelevante para o plano tangente e para a ĂĄrea, crucial para fluxos). · Para usar âF, escreve a superfĂcie como F(x,y,z)=const com tudo de um lado.
Passos para o plano tangente
Caminho oficial (Resolvidos, ex. 5):
Se o ponto vem em (x,y,z), encontra (u0â,v0â) com g(u0â,v0â)=P; se vem em (u0â,v0â), calcula P=g(u0â,v0â).
Calcula os vetores tangentes guâ=âuâgâ, gvâ=âvâgâem geral.
N=guâĂgvâ pelo determinante (em geral) e sĂł depois avalia em (u0â,v0â); simplifica dividindo por fatores comuns.
Determine uma equação do plano tangente Ă superfĂcie parametrizada por g(u,v) no ponto especificado:
(a) x=u2, y=v2, z=uv em u=1, v=1.
(b) x=u+v, y=3u2, z=uâv no ponto (2,3,0).
Resolução passo-a-passo
1. (a) Ponto.g(1,1)=(1,1,1).
2. (a) Vetores tangentes.guâ=(2u,0,v), gvâ=(0,2v,u); em (1,1): guâ=(2,0,1), gvâ=(0,2,1).
Determine a expressĂŁo geral do vetor normal unitĂĄrio Ă superfĂcie x2+y2+z2=9, orientada para fora.
7(b). Calcule a equação do plano tangente ao paraboloide elĂptico z=a2x2â+b2y2â no ponto (âaÏ,0,Ï2).
Resolução passo-a-passo
1. (5) Gradiente.F=x2+y2+z2â9, âF=(2x,2y,2z); podemos usar N=21ââF=(x,y,z), que aponta para fora (sentido do vetor posição).
2. (5) Normalizar.â„Nâ„=x2+y2+z2â=3 em S, logo Μ(x,y,z)=31â(x,y,z)â.
3. (7b) Gradiente.F=a2x2â+b2y2ââz, âF=(a22xâ,b22yâ,â1); no ponto: (âa2Ïâ,0,â1).
Determine a expressĂŁo geral do vetor normal unitĂĄrio Ă superfĂcie S definida por:
(a) x+2y+3z=4, com orientação para cima;
(b) z=9âx2ây2, com orientação para baixo.
Demonstração do caso grĂĄfico: g=(x,y,f), gxâ=(1,0,fxâ), gyâ=(0,1,fyâ), gxâĂgyâ=(âfxâ,âfyâ,1).
O r das polares: nem a mais, nem a menos
Se parametrizas diretamente com (r,Ξ) (ex.: (rcosΞ,rsenΞ,r2)), o rjĂĄ estĂĄ dentro de â„grâĂgΞââ„ â nĂŁo juntes outro. Se parametrizas como grĂĄfico em (x,y) e sĂł depois passas o integral duplo a polares, entĂŁo tens de juntar o jacobiano r. Erro nĂșmero um nestes exercĂcios.
Passos para calcular uma ĂĄrea / integral de superfĂcie
(Ordem das resoluçÔes oficiais â Resolvidos, ex. 6â9.)
2. Traduzir âdentro do coneâ. Na esfera, x2+y2â=senÏ e z=cosÏ, logo zâ„x2+y2ââșcosÏâ„senÏâștgÏâ€1âș0â€Ïâ€4Ïâ. O cone de 45â corta a esfera em z=22ââ. NĂŁo hĂĄ restrição em Ξâ[0,2Ï].
Calcule a ĂĄrea da porção da superfĂcie cilĂndrica z2+x2=4 que se encontra no interior do cilindro x2+y2â€4 e acima do plano xOy.
Resolução passo-a-passo
1. Identificar.z2+x2=4: cilindro de raio 2 e eixo Oy (falta o y). Acima de xOy â metade zâ„0. O outro cilindro (x2+y2â€4, eixo Oz) âcortaâ o comprimento em y. (Dois cilindros perpendiculares â a figura de Steinmetz.)
2. Parametrização. Polares no plano xz: g(Ξ,y)=(2cosΞ, y, 2senΞ), Ξâ[0,Ï] (zâ„0). â„gΞâĂgyââ„=2 (cilindro de raio 2).
3. DomĂnio em y.x2+y2â€4âșy2â€4â4cos2Ξ=4sen2ΞâșâŁyâŁâ€2senΞ (pois senΞâ„0 em [0,Ï]).
5. Alternativa (grĂĄfico).z=4âx2â sobre D={x2+y2â€4}: 1+fx2ââ=1+4âx2x2ââ=4âx2â2â, e A=â«â22ââ«â4âx2â4âx2ââ4âx2â2âdydx=â«â22â4dx=16.
Considere a superfĂcie parametrizada por g(u,v)=(uv, u+v, uâv).
(a) Determine c de forma que o ponto (c,1,0) pertença Ă superfĂcie.
(b) Restringindo o domĂnio de g ao disco u2+v2â€1, calcule a ĂĄrea da parte da superfĂcie correspondente.
Resolução passo-a-passo
1. (a)u+v=1 e uâv=0âu=v=21â, logo c=uv=41ââ.
ExercĂcio resolvido (Ficha 1 â Resolvidos, ex. 7(c) e 8)
7(c). Determine a ĂĄrea da fronteira do sĂłlido limitado pelas superfĂcies z=1, z=4, x2+y2=1 e z=x2+y2.
8. Determine a ĂĄrea da porção do paraboloide hiperbĂłlico z=y2âx2 que estĂĄ entre os cilindros x2+y2=1 e x2+y2=4.
Resolução passo-a-passo
1. (7c) Perceber o sĂłlido. Ă a parte interior ao paraboloide (x2+y2â€z) e exterior ao cilindro (x2+y2â„1), entre z=1 e z=4. Faces:
Ărea de uma fronteira = soma das faces; calcula as fĂĄceis por geometria e sĂł integra a curva. Repara se alguma âfaceâ degenera numa curva. Em 8, a sela y2âx2 e o paraboloide x2+y2 tĂȘm o mesmo fator de ĂĄrea 1+4r2â â sobre a mesma coroa dĂŁo a mesma ĂĄrea. (Gralhas no PDF oficial: em 7(c) lĂȘ-se âentre z=1 e z=3â e "T={1<x2+y2<2}" â deve ser z=4 e x2+y2<4, como confirmam os limites 1â€râ€2; em 8 os limites do integral em u aparecem como 5â,17â â devem ser 5 e 17.)
1.5 Integral de campo escalar, massa e centro de massa
M=âŹTâÏ(g)â„guâĂgvââ„. Repara se Ï âcancelaâ a raiz â os enunciados sĂŁo feitos para isso!
Usa simetrias para anular coordenadas do centro de massa.
Calcula sĂł as que restam e divide por M.
Quando usar / sinais no enunciado
Densidade do tipo 1/1+4x2+4z2â numa superfĂcie y=4âx2âz2 â cancela exatamente o fator de ĂĄrea (fica sĂł a ĂĄrea da projeção) · âdensidade igual Ă distĂąncia ao eixoâ â Ï=r em cilĂndricas.
ExercĂcio resolvido (Ficha 1, ex. 10)
Considere a superfĂcie S={(x,y,z)âR3:y=4âx2âz2, yâ„â5}. Sendo a densidade em cada ponto de S dada por Ï(x,y,z)=1/1+4x2+4z2â, calcule a massa e as coordenadas do centro de massa de S.
Antes de integrar, multiplica Ï pelo fator de ĂĄrea â muitas vezes simplifica tudo. O centro de massa de uma superfĂcie nĂŁo tem de estar na superfĂcie (yËâ=â1/2 estĂĄ âdentroâ da taça).
Paraboloide de eixo Oy: g=(ÏcosΞ,Ï2,ÏsenΞ) â a restrição em y passa direta para Ï (1<Ï2<4). Compara com o ex. 10 da ficha (a densidade dividia pela raiz e a massa era uma ĂĄrea); aqui multiplica e a raiz desaparece na mesma.
Identidades que dependem de outras (ex.: div(âfĂâg)=0) â usar a alĂnea anterior + âse fâC2 entĂŁo rot(âf)=0â.
D. âExiste G com rotG=F?â (res. ex. 7) â redução ao absurdo: âVamos supor que existeâŠâ; calcular divF; como div(rotG)=0, se divFî =0 conclui-se que nĂŁo existe.
Escrever âŹÎŁâ=âŹSâ+âŹTâ=âBâdivFdV e isolar: âŹSâ=âBâdivFdVââŹTâ.
Calcular divF e o integral triplo (cilĂndricas em torno do eixo da superfĂcie).
Na tampa: indicar Μ exterior explicitamente, calcular Fâ Μusando a coordenada fixa (âuma vez que y=0 em S0ââ) e escrever o resultado como mĂșltiplo de Vol2â.
âproduto externoâ â âĂF (rotacional): de um vetor faz um vetor â mede a rotação local (um pequeno moinho posto no fluido gira Ă volta de rotF).
ââ âf=â2f (laplaciano): de um escalar faz um escalar.
Seja f escalar e F=(F1â,F2â,F3â) vetorial, de classe C1 num aberto AâR3.
âf=(âxâfâ,âyâfâ,âzâfâ)divF=ââ F=âxâF1ââ+âyâF2ââ+âzâF3ââ=trDFrotF=âĂF=âe1ââxâF1ââe2ââyâF2ââe3ââzâF3âââ=â1.aâyâF3âââzâF2âââ, 2.aâzâF1âââxâF3âââ, 3.aâxâF2âââyâF1ââââÎf=â2f=div(âf)=âx2â2fâ+ây2â2fâ+âz2â2fâ(fâC2)
Em Rn: divx=n; em particular, para r=(x,y,z), divr=3 e rotr=0.
Entrada
â
div
rot
â2
escalar f
vetor
â
â
escalar
vetor F
â (*)
escalar
vetor
â (*)
(*) Nesta cadeira o gradiente e o laplaciano aplicam-se sĂł a escalares.
div: derivar cada componente na sua prĂłpria variĂĄvel e somar.
rot: escrever o determinante e expandir pela 1.ÂȘ linha, com cuidado com o sinal do meio.
Verificação rĂĄpida: se F for um gradiente Ăłbvio (F=âÏ), entĂŁo rotF=0.
Quando usar / sinais no enunciado
âDiga se a expressĂŁo tem significadoâ â tabela de tipos. âDetermine o rotacional e a divergĂȘnciaâ â passos acima. No MAP aparece tipicamente como alĂnea de aquecimento (âCalcule âĂBâ, MAP1 2025/26, 2a) antes de Stokes/Gauss.
div(rotF)=0 â um campo rotacional nĂŁo tem fontes.
Ambas resultam do Teorema de Schwarz (igualdade das derivadas cruzadas para funçÔes C2): os termos cancelam aos pares. Tal como aĂa=0 e aâ (aĂb)=0 para vetores.
Para u,f,g escalares e F,G vetoriais, com a regularidade necessĂĄria:
div(F+G)=divF+divGdiv(uF)=deriva FudivFââ+deriva uâuâ Fâârot(uF)=urotF+âuĂFdiv(FĂG)=Gâ rotFâFâ rotGrot(âf)=0(fâC2)div(rotF)=0(FâC2)div(âfĂâg)=0div(fâg)=fâ2g+âfâ âg
FĂłrmulas com r=(x,y,z), r=âŁr⣠(Ficha 2, ex. 3 e resolvidos ex. 2, 4)
âr=rrâ,â(r1â)=âr3râ,â(lnr)=r2râ,â(Ï(r))=ÏâČ(r)rrâdivr=3,rotr=0,div(rr)=4r,div(rrâ)=r2â,â2r3=12r
Regra geral: div(rkr)=(k+3)rk â em particular div(r3râ)=0 para rî =0.
ConsequĂȘncia Ăștil: se divFî =0, nĂŁo existeG (de classe C2) com rotG=F (Ficha 2 resolvidos, ex. 7). Redige como os professores, por redução ao absurdo: âVamos supor que existe G tal que rotG=F. EntĂŁo divF=div(rotG)=0; mas divF=âŠî =0 â absurdo.â
Campos tipo (f(x),g(y),h(z)) sĂŁo sempre irrotacionais; tipo (f(y,z),g(x,z),h(x,y)) sĂŁo sempre incompressĂveis (Ficha 2 resolvidos, ex. 6 e 8).
Armadilhas
Em div(uF) nĂŁo te esqueças do termo âuâ F (regra do produto!).
div(FĂG) tem um sinal menos: Gâ rotFâFâ rotG.
r/r3 nĂŁo estĂĄ definido na origem: "div=0" sĂł vale em R3â{0} (ver 2.7).
4. Campo na superfĂcie.x=ÏcosΞ, y=ÏsenΞ, z=Ï:
F(g)=(Ï2senΞ, Ï2cosΞ, 2Ï2cosΞsenΞ)F(g)â N=âÏ3senΞcosΞâÏ3senΞcosΞ+2Ï3cosΞsenΞ=0.
SĂłlido elementar: simultaneamente do tipo f1â(x,y)<z<f2â(x,y), g1â(x,z)<y<g2â(x,z) e h1â(y,z)<x<h2â(y,z).
Esboço da demonstração (Teixeira/Borges, §1.4.4)
Basta provar para cada parcela, p.ex. (0,0,F3â), num sĂłlido E={(x,y)âP, f1â<z<f2â}:
âEââzâF3ââdV=TFCâŹPâ[F3â(x,y,f2â)âF3â(x,y,f1â)]dA=+F3ââŹtopoâââ+âF3ââŹbaseâââ+Μ3â=0âŹlateralâââ(0,0,F3â)â ΜdS.
Repetir para F1â (projeção em x=0) e F2â (projeção em y=0) e somar. Para sĂłlidos simples, partir em elementares: nas faces comuns Μ2â=âΜ1â e os fluxos cancelam.
5. Lateral:g(Ξ,z)=(cosΞ,senΞ,z), gΞâĂgzâ=(cosΞ,senΞ,0) â aponta para fora â.
Fâ N=xycosΞ+yzsenΞ=cos2ΞsenΞ+zsen2Ξâ«01ââ«02Ïâ(cos2ΞsenΞ+zsen2Ξ)dΞdz=â«01â(0+Ïz)dz=2Ïâ.
2. SĂłlido.V={x2+y2â€1, 0â€zâ€x+2} (em D, x+2â„1>0, por isso o plano de cima estĂĄ sempre acima de z=0). Integrar primeiro em z:
âVâdivFdV=âŹDâ4x(x2+y2)(x+2)dA.
Integral escalar numa superfĂcie fechada e pede-se Gauss â procura G com Gâ Μ= integranda. Na esfera unitĂĄria Μ=(x,y,z), por isso basta âfatorizarâ a integranda como produto interno com (x,y,z) (aqui z2=zâ z).
Se âV=SâȘT e ambas as normais sĂŁo exteriores a V:
âŹSâFâ ΜdS=GaussâVâdivFdVâââtampa, ΜTâ exteriorâŹTâFâ ΜTâdSââ
A normal pedida em S tem de coincidir com a exterior a V â se for a interior, troca o sinal no fim.
Com duas tampas (tronco de cone, cilindro aberto dos dois lados), âV=SâȘS0ââȘS2â e subtraem-se ambas: âŹSâ=âVâdivFdVââŹS0ââââŹS2ââ.
Escrever a igualdade completa e isolarS:
âŹÎŁâFâ ΜdS=âBâdivFdVâșâŹSâFâ ΜdS=âBâdivFdVââŹTâFâ ΜdS.
Calcular divF e âBâdivFdV.
Na tampa: escrever Μ exterior (constante), calcular Fâ Μsubstituindo a coordenada fixa (âuma vez que x=0 em Tâ) e dar o resultado como mĂșltiplo de Vol2â(T).
2. Fechar.T={x=0, y2+z2â€1}; B={0â€xâ€1ây2âz2}. Normal exterior a B em T: ΜTâ=(â1,0,0).
3. DivergĂȘncia.divE=1+2+1=4.
4. Gauss â cilĂndricas Ă volta do eixo x (y=ÏcosΞ, z=ÏsenΞ, Ïâ€1âxâ):
âBâ4dV=4â«01ââ«02Ïââ«01âxââÏdÏdΞdx=4â«01âÏ(1âx)dx=4â 2Ïâ=2Ï.
5. Tampa.Eâ ΜTâ=âx=0 em T (pois x=0). Fluxo nulo.
6. ConclusĂŁo.âŹSâEâ ΜdS=2Ïâ0=2Ïâ
Lição
O eixo do paraboloide nĂŁo tem de ser o z: identifica a variĂĄvel âisoladaâ (x=âŠ) e usa cilĂndricas Ă volta desse eixo. Fatias perpendiculares ao eixo sĂŁo discos de ĂĄrea Ï(1âx).
2. Fechar com duas tampas.S0â={(x,0,z):x2+z2<22} e S2â={(x,2,z):x2+z2<42}; E o domĂnio limitado com fronteira SâȘS0ââȘS2â. Normais exteriores: Μ=(0,â1,0) em S0â, Μ=(0,1,0) em S2â.
3. Teorema da DivergĂȘncia (FâC1(R3)):
\iint_S F\cdot\nu\,dS+\iint_{S_0}F\cdot\nu\,dS+\iint_{S_2}F\cdot\nu\,dS=\iiint_E\operatorname{div}F\,dV.\tag{1}
4. DivergĂȘncia e volume.divF=1+1+1=3 (o ez e o sen(xy) morrem). E = cone grande (altura 4, raio 4) menos cone pequeno (altura 2, raio 2):
âEâdivFdV=3Vol3â(E)=3â 3Ïâ(4â 42â2â 22)=56Ï.
6. Substituir em (1).âŹSâFâ ΜdS=56Ïâ(â8Ï)â64Ï=0â
Lição
SuperfĂcie aberta em duas pontas â duas tampas, cada uma com a sua normal exterior (±e2â aqui). Com divF constante, nĂŁo integres: usa Vol3â (tronco de cone = cone grande â cone pequeno, Vconeâ=3ÏâR2h). Nas tampas, as componentes âfeiasâ (â) multiplicam por 0.
2.6 Volume via Gauss
Ideia
Se escolhermos F com divF=1, Gauss dĂĄ âVâ1dV=Vol(V) â o volume calcula-se sĂł com informação da fronteira. Escolhas tĂpicas: F=31âr, F=(x,0,0), (0,y,0), (0,0,z).
Volume pela fronteira (Ficha 2, ex. 11)
Com r=(x,y,z) e Μ exterior, como divr=3:
Vol(V)=31ââŹâVârâ ΜdS=âŹâVâ(0,0,z)â ΜdS=âŹâVâxΜ1âdS=âŠDemonstração:âŹâVârâ ΜdS=âVâdivrdV=3Vol(V). âĄ
Quando usar / sinais no enunciado
âCalcule o volume ⊠usando o teorema da divergĂȘnciaâ ou âmostre que Vol=31ââŹâŠâ. Escolhe o F que torna nula a contribuição das faces mais incĂłmodas (ex.: (0,0,z) anula-se em faces em z=0 e nas faces verticais).
ExercĂcio resolvido (Ficha 2, ex. 10)
Calcule o volume de {(x,y,z)âR3:x2+y2<z<1} usando o teorema da divergĂȘncia.
Resolução passo-a-passo
1. Fronteira.âV = paraboloide P:z=x2+y2 (x2+y2â€1) + tampa T:z=1, x2+y2â€1.
4. Paraboloide.g(u,v)=(u,v,u2+v2), guâĂgvâ=(â2u,â2v,1) aponta para cima = para dentro de V (o sĂłlido estĂĄ por cima de P). Exterior: âN=(2u,2v,â1).
râ (âN)=2u2+2v2â(u2+v2)=u2+v2=Ï2ââ«02Ïââ«01âÏ2â ÏdÏdΞ=2Ïâ.
5. Somar.Vol=31â(Ï+2Ïâ)=2Ïââ
Verificação com F=(0,0,z): tampa dĂĄ Ï, paraboloide dĂĄ âŹâz=ââ«â«Ï2Ï=âÏ/2; total Ï/2 â. (E diretamente: â«02Ïââ«01â(1âÏ2)Ï=Ï/2 â.)
2. Gauss em V. Como divG=0:
âŹS1ââGâ ΜdS+âŹSRââGâ ΜdS=âVâdivGdV=0.
3. Esfera exterior. Em SRâ, G=Ï(R)(x,y,z):
âŹSRââÏ(R)(x,y,z)â R1â(x,y,z)dS=RÏ(R)ââŹSRâââ„(x,y,z)â„2dS=RÏ(R)Vol2â(SRâ)=4ÏÏ(R)R3.
4. Esfera interior. Fazer R=1 e trocar o sinal (normal ao contrĂĄrio): âŹS1ââGâ ΜdS=â4ÏÏ(1)=â4Ï.
5. Concluir.â4Ï+4ÏÏ(R)R3=0âÏ(R)=R31ââ
(e para 0<R<1 o mesmo argumento na coroa R<r<1). Ou seja, G=r3râ â o campo de 2.7!
Lição
Num domĂnio com um buraco, a fronteira tem duas partes e a normal exterior na esfera interior aponta para dentro (para a origem). Fluxo nulo pela coroa â fluxo igual em todas as esferas centradas â 4ÏR3Ï(R) constante.
2.8 Identidades de Green
Ideia
SĂŁo Gauss aplicado a campos do tipo fâg. Na prĂĄtica: âintegração por partes em 3Dâ â trocar um integral de volume com laplacianos por um integral de fronteira com derivadas normais. Aparecem como exercĂcios de âmostre queâ.
Identidades (Ficha 2, ex. 12 e 13; resolvidos, ex. 17)
Em qualquer âmostre que âŹSâ(âŠ)â n=âEâ(âŠ)â: identifica o campo dentro do âŹ, calcula a sua divergĂȘncia com a regra do produto e aplica Gauss. NĂŁo hĂĄ mais nada.
Escrever a igualdadeâŹSârotFâ ΜdS=âźâSâFâ dÎł, âsendo âS o bordo de S, orientado de forma compatĂvel com a normal indicadaâ.
Determinar o bordo como interseção â escrevem o sistema (ex.: {x2+y2=1, x+z=1}), projetam no plano xy (circunferĂȘncia x=cosΞ, y=senΞ) e tiram z da equação do plano: Îł(Ξ)=(cosΞ,senΞ,1âcosΞ).
Justificar o sentido por palavras: âpara ser compatĂvel com Μ [3.ÂȘ componente positiva], deve ter o sentido positivo quando vista de cimaâ. Fazem um esboço com S, Μ e a seta em âS.
Calcular com vetores explĂcitos: â«02ÏâF(Îł(t))â ÎłâČ(t)dt escrito como (âŠ)â (âŠ); os integrais nulos (â«02Ïâsent, â«02Ïâsen2t, â«02Ïâcos3t) sĂŁo marcados com =0 ââ; sen2 e cos2 via 21â(1âcos2t).
Molde B â fluxo do rotacional pela definição (ex. 1(b), 5(a)):
Parametrizar S como grĂĄfico: g(x,y)=(x,y,f(x,y)), (x,y)âD (indicam sempre D).
Escrevem explicitamente Î(t)=g(Îł(t))=⊠e simplificam (ex.: g(cost,sent)=(cost,sent,1)).
Molde D â bordo seccionalmente regular (cubo sem base, quarto de cilindro â ex. 2(c), 3(b)): âS=C1â+C2â+C3â+C4â; listam as parametrizaçÔes de cada troço com o intervalo; se a parametrização mais natural percorre o troço ao contrĂĄrio escrevem â(de âC2â)â e pĂ”em um sinal menos Ă frente do integral; somam âiââ«CiââFâ dÎł e assinalam cancelamentos (â«C2ââ=ââ«C4ââ).
Molde E â superfĂcie plana dada por pontos/plano (ex. 4, 7): vetor normal ao plano (de (1,1,1) ou do produto vetorial de dois lados), equação do plano(xâ1,y,z)â (1,1,1)=0âșx+y+z=1, g(x,y)=(x,y,1âxây) na projeçãoT, n=(1,1,1), âsendo compatĂvel com o sentido de C; em caso contrĂĄrio bastaria tomar ânâ. Com rotFâ n constante: =constâ Vol2â(T).
Molde F â rotacional por Gauss com âtampasâ (ex. 6(b)): âo teorema da divergĂȘncia sĂł se aplica a superfĂcies que sĂŁo fronteira de domĂnios regularesâ â acrescentam os cĂrculos T1â (âtampaâ) e T2â (âfundoâ), definem o sĂłlido D com âD=SâȘT1ââȘT2â, usam div(rotG)=0, e parametrizam as tampas por g1â(x,y)=(x,y,1), g2â(x,y)=(x,y,0) com as normais exteriores(0,0,1) e (0,0,â1).
Regra da mĂŁo direita: polegar no sentido de Μâ os outros dedos dĂŁo o sentido de âS. Equivalente: quem caminha sobre o bordo, com a cabeça do lado de Μ, tem a superfĂcie Ă esquerda.
Escolhe/identifica a normal Μ pedida (sinal de uma componente: â3.ÂȘ componente positivaâ, âexteriorâ, âŠ).
VĂȘ de que lado olhar: olha da ponta de Μ (de onde Μ aponta). Visto daĂ, o bordo compatĂvel roda no sentido anti-horĂĄrio.
Regras prĂĄticas a decorar:
normal com 3.ÂȘ componente positivaâ bordo anti-horĂĄrio visto de cima (Îł(t)=(Rcost,Rsent,â ));
normal com 3.ÂȘ componente negativaâhorĂĄrio visto de cima (Îł(t)=(Rcost,âRsent,â ));
normal +x: anti-horĂĄrio visto de +x: Îł(t)=(â ,cost,sent) (ordem yâz, porque e2âĂe3â=e1â);
normal +y: anti-horĂĄrio visto de +y: ordem zâx (porque e3âĂe1â=e2â): Îł(t)=(sent,â ,cost). A resolução oficial (Ficha 3 â Resolvidos, ex. 3(a), esfera de raio 2, yâ„0) usa a forma equivalente Îł(Ξ)=(2cosΞ,0,â2senΞ) â âsentido direto quando vista do ponto (0,2,0)â.
Confirma com o teste do produto vetorial: num ponto p do bordo, com ÎłâČ a tangente e w um vetor que aponta de ppara dentro da superfĂcie, deve ter-se ÎłâČĂw com o sentido de Μ.
SuperfĂcie com dois bordos (coroa, tronco de cilindro/paraboloide): as duas circunferĂȘncias sĂŁo percorridas em sentidos opostos (vistas do mesmo lado).
Teorema de Stokes (Teixeira/Borges, §1.5.3â1.5.4)
Seja F:AâR3 de classe C1 num aberto AâR3 e S uma superfĂcie orientĂĄvel (elementar, ou uniĂŁo finita de superfĂcies elementares justapostas pelos bordos) com SâA, orientada pela normal unitĂĄria Μ. EntĂŁo
Se F tem termos exĂłticos (exy, cosz) que se anulam ou simplificam no bordo, Stokes serve precisamente para nunca calcular o rotacional. A 1.ÂȘ componente de F nem conta, porque no bordo dx=0.
IndependĂȘncia da superfĂcie: se âS1â=âS2â com orientaçÔes compatĂveis com o mesmo sentido, entĂŁo âŹS1âârotFâ ΜdS=âŹS2âârotFâ ΜdS.
SuperfĂcie fechada (âS=â : esfera, superfĂcie de um sĂłlido): âźâVârotFâ ΜdS=0. Duas provas: (i) corta a superfĂcie em duas metades â os bordos sĂŁo a mesma curva percorrida em sentidos opostos e cancelam; (ii) por Gauss, âźâVârotFâ ΜdS=âVâ=0div(rotF)ââdV=0.
Rotacional constantec e superfĂcie plana com normal unitĂĄria Μ: âŹSârotFâ ΜdS=(câ Μ)AËrea(S). A circulação depende sĂł da ĂĄrea delimitada pela curva, nĂŁo da forma (Ficha 3 â Resolvidos, ex. 7: âźCâzdxâ2xdy+3ydz=3â2âAËrea(S) para qualquer curva no plano x+y+z=1).
Constante â sinal fortĂssimo para usar Stokes com uma superfĂcie plana.
2. SuperfĂcie.S = parte do plano z=y dentro do cilindro. Projeção no plano xy: x2+y2â€2yâșx2+(yâ1)2â€1, o disco D de centro (0,1) e raio 1, ĂĄrea Ï.
3. Parametrização e normal.g(x,y)=(x,y,y), (x,y)âD:
gxâĂgyâ=(1,0,0)Ă(0,1,1)=(0,â1,1).
3.ÂȘ componente positiva â compatĂvel com âanti-horĂĄrio visto de cimaâ. â
4. Fluxo.
Calcule o trabalho realizado pelo campo F(x,y,z)=(x2ây,y2âx,y2âx2+z3) ao longo da curva C parametrizada por Îł(t)=(cost,sent,cos(2t)), tâ[0,2Ï].
Uma curva âtortaâ dada por parametrização pede: descobre a superfĂcie onde ela vive (aqui z=x2ây2) e usa-a em Stokes. A conta direta seria um integral com cos3(2t) e companhia; por Stokes o integrando anula-se identicamente.
3.5 Bordos poligonais e por troços (triùngulo, cubo sem base, quarto de cilindro)
Segmento de A para B: Îł(t)=A+t(BâA), tâ[0,1] (ou outra parametrização linear qualquer, ex. (1,t,â1), tâ[â1,1]). Se âS=C1â+C2â+âŻ+Ckâ, entĂŁo âźâSâFâ dÎł=âiââ«CiââFâ dÎł, e se giâ percorre Ciâ ao contrĂĄrio, â«Ciââ=ââ«giââ.
Plano por trĂȘs pontos: normal n=(BâA)Ă(CâA), equação (XâA)â n=0.
Passos para bordos por troços (Molde D)
Esboça S e o bordo; marca as setas no sentido compatĂvel (normal exterior num âcubo sem baseâ â as arestas da base percorridas no sentido direto visto de cima).
Lista as parametrizaçÔes C1â,âŠ,Ckâ com os intervalos; assinala as que percorres ao contrĂĄrio (âde âCiââ).
Em cada troço, só contam as componentes de F associadas às coordenadas que variam (num segmento paralelo ao eixo y, só Qdy).
1. Bordo.âS sĂŁo as quatro arestas do cubo contidas no plano z=â1. Com a normal exterior, a regra da mĂŁo direita dĂĄ o sentido direto visto de cima (teste em (1,0,â1): ÎłâČ=(0,1,0), vetor para dentro de Sw=(0,0,1), ÎłâČĂw=(1,0,0)=Μ â).
2. ParametrizaçÔes (tâ[â1,1] em todas):
Utilizando o teorema de Stokes, transforme âŹSârotFâ ΜdS num integral de linha e calcule-o, sendo S={(x,y,z)âR3: 0â€zâ€1, x2+y2=1, xâ„0, yâ„0}, Μ a normal com componente em x positiva e F(x,y,z)=(0,x,0).
PĂ”e uma pequena roda de pĂĄs num fluido com velocidade F, centrada em x0â, com o eixo segundo Μ. A roda gira tanto mais quanto maior a circulação de F Ă volta dela. Stokes diz que essa circulação, por unidade de ĂĄrea, tende para rotF(x0â)â Μ. Logo: rotF aponta segundo o eixo em torno do qual o fluido roda mais e a sua norma mede quĂŁo depressa roda (para um corpo rĂgido em rotação com velocidade angular Ï, rotF=2Ï).
Rotacional como densidade de circulação (Teixeira/Borges, §1.5.5)
Sejam Shâ discos de raio h centrados em x0â, todos com normal unitĂĄria Μ, e âShâ as circunferĂȘncias com sentido compatĂvel. Se FâC1:
Visto de cima: orla exterior (z=1) horĂĄria, orla interior (z=0) anti-horĂĄria â confere com a mĂŁo direita para a normal para baixo.
3. (a) Stokes. Em Î2â, z=0âG=(0,0,0): contribuição nula. Em Î1â: G(Î1â)=(â2âsent,â2âcost,1), Î1âČâ=(â2âsent,â2âcost,0), produto =2sen2t+2cos2t=2:
4. (b) Gauss (Molde F). O teorema da divergĂȘncia sĂł se aplica a superfĂcies que sĂŁo fronteira de domĂnios regulares, por isso acrescenta-se a âtampaâ T1â: z=1, x2+y2â€2 (normal exterior +e3â, g1â(x,y)=(x,y,1)) e o âfundoâ T2â: z=0, x2+y2â€1 (normal exterior âe3â, g2â(x,y)=(x,y,0)), obtendo o sĂłlido D={x2+y2<1+z, 0<z<1} com âD=SâȘT1ââȘT2â. rotG=(RyââQzâ,PzââRxâ,QxââPyâ)=(0+x,yâ0,âzâz)=(x,y,â2z) e âŹâDârotGâ ΜdS=âDâ=0div(rotG)ââdV=0, logo:
Seja ÎâR3 a curva dada pela interseção do cilindro x2+y2=1 com o plano z=1. Considere F(x,y,z)=(zây,0,y).
(a) Escolha uma orientação para Î e, usando uma parametrização correspondente, calcule a circulação âźÎâFâ dÎł.
(b) Determine uma superfĂcie S com âS=Î e, usando o Teorema de Stokes, confirme a resposta da alĂnea anterior.
Resolução passo-a-passo
1. (a) Orientação e parametrização. Escolho o sentido anti-horĂĄrio visto de cima: Îł(Ξ)=(cosΞ,senΞ,1), Ξâ[0,2Ï], logo dx=âsenΞdΞ, dy=cosΞdΞ, dz=0.
2. (a) Circulação.F(Îł)=(1âsenΞ,0,senΞ):
Molde do MAP: (a) parametriza e integra; (b) escolhe a superfĂcie mais simples com aquele bordo (o disco plano), com a normal coerente com o sentido que escolheste em (a). Declarar a orientação vale pontos; esquecĂȘ-la custa-os.
Erros a evitar neste tema
Escolher a normal pedida e depois percorrer o bordo no sentido errado (ou vice-versa) â verifica sempre com a mĂŁo direita ou o teste ÎłâČĂ(vetor para dentro)â„Μ · usar guâĂgvâ sem confirmar o sinal da componente pedida · trocar o sentido em superfĂcies com normal +x ou +y (ordens corretas: yâz e zâx) · em superfĂcies com dois bordos, percorrer as duas circunferĂȘncias no mesmo sentido · esquecer troços do bordo em superfĂcies por pedaços (cubo sem base, quarto de cilindro) ou, ao contrĂĄrio, contar arestas interiores que cancelam · aplicar Stokes/Gauss com F singular dentro da regiĂŁo (r/r3, (ây,x,0)/(x2+y2)) · concluir ârot =0â circulação 0â sem uma superfĂcie onde F seja C1 · ao trocar uma semiesfera pelo disco, usar uma normal incompatĂvel com o mesmo bordo · num plano inclinado z=h(x,y), usar Μ=e3â ou a ĂĄrea do cĂrculo projetado sem o fator de gxâĂgyâ · erros de sinal no rotacional â escreve sempre (RyââQzâ,PzââRxâ,QxââPyâ) · esquecer que â«02Ïâsen2=Ï (e nĂŁo 2Ï) · tentar calcular rotF com termos exĂłticos quando o bordo os anula · pensar que divF=0 chega para haver potencial vetorial em qualquer domĂnio (sĂł em estrela) · nĂŁo indicar a orientação escolhida quando o enunciado a deixa livre.
đ 4. EDOs de 1.ÂȘ Ordem: Lineares, SeparĂĄveis e Mudanças de VariĂĄvel (Ficha 4)
âTrata-se de uma equação linear, e admite um fator integrante ÎŒ dado por ÎŒâČ=aÎŒâșΌΌâČâ=aâșlogÎŒ=â«aâșÎŒ=eâ«aâ (sem constante; sem mĂłdulos quando o intervalo fixa o sinal).
âMultiplicando ambos os membros da equação (1) por ÎŒ obtemos dxdâ(ÎŒy)=ÎŒb.â
âșÎŒy=â«ÎŒbdx+câșy(x)=ÎŒ1â(âŻ+c), âem que câRâ â a constante entra antes de dividir por ÎŒ.
Explicitar: logâŁyâŁ=âŻ+câșy=±ec(âŠ)âșy=k(âŠ), kâR. Com raĂzes, escrevem as duas famĂlias (âu=âŠâ1â ou u=âŠââ1ââ) e escolhem pelo sinal: âDado que u(0)=1>0 conclui-se que c=3.â
C. Mudança de variåvel dada (ex. 5 Bernoulli, ex. 11 v=at+by+c; MAPs: z=y/t, w=1/x):
âSeguindo a sugestĂŁo, fazemos v(x)=[y(x)]â4, pelo que dxdvâ=â4yâ5dxdyââ â derivam a substituição primeiro.
Bernoulli: multiplicam a equação inteira pelo fator que aparece em vâČ (â4yâ5) e identificam, termo a termo (com chavetas por baixo), dxdvâ, 1 e v. Nas outras (v=at+by+c, z=y/t, w=1/x): isolam y e yâČ em função da nova variĂĄvel (y=bvâatâcâ, y=tz, xâČ=âw2wâČâ) e substituem.
âO intervalo mĂĄximo de solução serĂĄ o maior intervaloIâD tal que t0ââI. Conclui-se que I=âŠâ (o âintervaloâ vem a negrito no original).
E. Outros tipos que aparecem nos resolvidos:yâČ=g(x) â primitivar os dois membros (ex. 2); verificar uma solução de uma EDO de 2.ÂȘ ordem por substituição (ex. 1); equação integral â derivar pelo teorema fundamental do cĂĄlculo e tirar a condição inicial da prĂłpria equação (ex. 7); escolher a constante para que limtâ0ây(t) seja finito (ex. 6).
O que nunca omitem: onde dividem (âpara xî =0â, âpara yî =0â, âpara tâ]0,Ï[ a função sent nĂŁo se anulaâ) · "câR" · as soluçÔes constantes (ou porque nĂŁo interessam) · o sinal escolhido pela condição inicial · o D escrito antes do I.
Solução num intervalo aberto I: função y diferenciĂĄvel em I tal que yâČ(t)=f(t,y(t)) para todo o tâI. Uma solução vive sempre num intervalo (nĂŁo numa uniĂŁo de intervalos).
Problema de valor inicial (PVI) / de Cauchy:
{yâČ=f(t,y)y(t0â)=y0ââ
Intervalo mĂĄximo de existĂȘnciaImaxâ: o maior intervalo aberto, contendo t0â, onde existe solução do PVI; qualquer outro intervalo onde exista solução estĂĄ contido nele.
Determine a solução do problema de valor inicial yâČ=xex2/2 com y(1)=2.
Resolução passo-a-passo
1. Primitivar ambos os membros (o 2.Âș membro sĂł depende de x):
â«yâČ(x)dx=â«xex2/2dxâșy(x)=ex2/2+c,câR.2. Condição inicial:2=y(1)=e1/2+câc=2âe1/2.
y(x)=ex2/2âe1/2+2â,definida em R.
Teorema (existĂȘncia e unicidade para lineares, Teixeira/Borges §1.2.2)
Se a,b sĂŁo contĂnuas num intervalo aberto I e t0ââI, entĂŁo para qualquer y0â o PVI yâČ+a(t)y=b(t), y(t0â)=y0â tem solução Ășnica, definida em todo o I:
y(t)=ÎŒ(t)1â(â«t0âtâÎŒ(s)b(s)ds+ÎŒ(t0â)y0â),ÎŒ(t)=eâ«a(t)dt.
Para nĂŁo-lineares nĂŁo hĂĄ garantia global: a solução pode explodir em tempo finito (ex.: yâČ=y2, y=â1/(t+c)).
Passos para determinar Imaxâ (como nas resoluçÔes oficiais)
DomĂnio de diferenciabilidade da solução â escreve-o como os professores: "D={tâR:âŠ}", com denominadores î =0, radicandos de raĂzes pares >0 (estritamente, se a raiz estĂĄ num denominador ou se no ponto-fronteira a EDO deixa de estar definida), argumentos de log>0, tg longe de 2Ïâ+kÏ. SimplificaD (uniĂŁo de intervalos abertos).
Confirma as restriçÔes da EDO: onde estĂŁo definidos (e sĂŁo contĂnuos) os coeficientes / f(t,y)? (tî =0, t>0, xî =0, costî =0.) Nas resoluçÔes oficiais estas restriçÔes aparecem logo no inĂcio (âPara xî =0, a equação pode ser escrita na forma âŠâ) e normalmente jĂĄ estĂŁo contidas em D; se nĂŁo estiverem, retira-as de D.
(Verificação, sĂł para ti) Nas pontas finitas de Imaxâ deve acontecer algo: âŁyâŁââ, ou (t,y(t)) sai do domĂnio da EDO. Se nada acontece, provavelmente cortaste de mais.
Esquecer as restriçÔes da EDO original: em xâČ=x3t2x4+3t4â a solução nĂŁo pode tocar x=0 nem t=0, mesmo que a fĂłrmula final continue definida lĂĄ.
Determine a solução geral de tdtdyâ+2y=et, t>0.
Resolução passo-a-passo
1. Forma normal (dividir por t>0): yâČ+t2ây=tetâ. Coeficientes contĂnuos em ]0,+â[.
2. Fator integrante:ÎŒ=eâ«2/tdt=e2lnt=t2.
3. Multiplicar:t2yâČ+2ty=tetâș(t2y)âČ=tet.
4. Primitivar (por partes): â«tetdt=(tâ1)et, logo t2y=(tâ1)et+c.
y(t)=t2et(tâ1)+câ,câR,t>0â
âPara xî =0, a equação pode ser escrita na forma yâČ+x2ây=xxâ2âex (1). Trata-se de uma equação linear, e admite um fator integrante ÎŒ(x) dado por ÎŒâČ=x2âÎŒâșÎŒ=eâ«x2âdx=e2logx=x2. Multiplicando ambos os membros da equação (1) por ÎŒ obtemosâ
dxdâ(x2y)=(x2â2x)exâșx2y=â«(x2â2x)exdx+câșy(x)=x21â((xâ2)2ex+c),câR.
(Primitiva: dxdâ[(x2â4x+4)ex]=(2xâ4)ex+(x2â4x+4)ex=(x2â2x)ex â â para â«(polinoËmio)ex experimenta (polinoËmio do mesmo grau)ex.)
ExercĂcio resolvido (Ficha 4, ex. 2(f) e 3(d))
(a) Determine a solução geral de dtdyâ=y(t1ââtgt)+tcost. (b) Resolva o PVI com y(Ï)=0.
1.a=1, b=sent, contĂnuos em R; ÎŒ=et.
2.(ety)âČ=etsent. Por partes duas vezes (ou fĂłrmula conhecida): â«etsentdt=2etâ(sentâcost).
3.ety=2etâ(sentâcost)+Cây=21â(sentâcost)+Ceât.
4. Condição inicial:y(Ï)=21â(0â(â1))+CeâÏ=21â+CeâÏ=1âC=2eÏâ.
y(t)=21â(sentâcost+eÏât),Imaxâ=Râ
Lição
Coeficientes contĂnuos em R âč Imaxâ=R, sem mais contas. Memoriza â«etsentdt=2etâ(sentâcost).
ExercĂcio resolvido (Ficha 4, ex. 3(e)) â coeficiente por ramos
Resolva xâČ+h(t)xât=0, x(â1)=2, com h(t)={0,t,ât<0tâ„0â.
Condição inicial: escolher o ramo (±, arctg, etc.) compatĂvel com y0â e calcular c (âDado que u(0)=1>0 conclui-se que c=3â). Se nĂŁo der para explicitar, deixar implĂcita.
Imaxâ (receita §4.2: D, depois o maior intervalo IâD com t0ââI).
Armadilhas
Esquecer as soluçÔes constantes (ex.: em yâČ=(x+x2)sent, xâĄ0 e xâĄâ1).
lnâŁyâŁ=F(t)+cây=KeF(t) com K=±ec; juntando yâĄ0, fica KâR.
Ao tirar a raiz, escolher o sinal pela condição inicial.
Sinais no enunciado
yâČ igual a um produto de algo em t por algo em y; equaçÔes autĂłnomas yâČ=g(y) (logĂstica!); âna forma implĂcitaâ.
ExercĂcio resolvido (Ficha 4, ex. 9)
Considere a equação separĂĄvel xeysenxâyyâČ=0. Determine a solução (na forma implĂcita) que satisfaz y(2Ïâ)=â1.
Resolução passo-a-passo
1. Separar:yyâČ=xeysenxâșyeâyyâČ=xsenx.
2. Primitivar Ă esquerda (por partes, u=y, dv=eâydy): â«yeâydy=âyeâyâeây=â(1+y)eây.
3. Primitivar Ă direita (por partes): â«xsenxdx=âxcosx+senx.
4. Igualar:â(1+y)eây=âxcosx+senx+Câș(1+y)eây=xcosxâsenxâC.
5. Condição inicialx=2Ïâ, y=â1: 0=2Ïââ 0â1âCâC=â1.
(1+y)eây=xcosxâsenx+1â6. ExistĂȘncia local:Ί(x,y)=(1+y)eâyâxcosx+senx, âyâΊ=âyeây, que em y=â1 vale eî =0 â â o teorema da função implĂcita garante que isto define y(x) perto de 2Ïâ.
Lição
Quando nĂŁo dĂĄ para explicitar, entrega Ί(t,y)=C com C calculado. Confirma com âyâΊ(t0â,y0â)î =0.
âTodas as soluçÔesâ = solução geral mais as soluçÔes constantes. O truque ±ecâk absorve o sinal e, juntando yâĄ0, dĂĄ kâR. Se g(y) nunca se anula (como 1+y2), diz-o.
ExercĂcio resolvido (Ficha 4 â Resolvidos, ex. 9) â raiz e escolha de sinal
Calcule a solução do problema de valor inicial dtduâ=tu3(1+t2)â1/2, u(0)=1.
Com â«uâ3du aparece uâ2 âč raiz âč duas famĂlias±; o sinal de u(t0â) escolhe a famĂlia. O radicando no denominador tem de ser estritamente positivo.
Passos (molde oficial â Ficha 4 â Resolvidos, ex. 5)
Identificar n (a potĂȘncia âintrusaâ de y). âSeguindo a sugestĂŁo, fazemos v=y1ânâ (o enunciado costuma dar: v=yâ2 âč n=3; v=yâ4 âč n=5; v=yâ âč n=21â).
Derivar a substituição: âpelo que dxdvâ=(1ân)yândxdyââ.
Multiplicar a equação inteira por (1ân)yân (tal como estĂĄ no enunciado, sem a pĂŽr primeiro na forma yâČ=âŠ) e identificar termo a termo: (1ân)yânyâČ=vâČ, (1ân)yâny=(1ân)v, (1ân)yânyn=1ân. Fica uma equação em v sem y.
Esquecer que a EDO original pode ter t2yâČ â dividir por t2 exige tî =0.
Sinais no enunciado
Um termo em y2,y3,y5,yâ,1/ysomado a uma parte linear. âEfetuando a mudança de variĂĄvel v=yâkâ.
ExercĂcio resolvido (Ficha 4, ex. 5(a)(b))
Considere t2dtdyâ+2tyây3=0. (a) Determine a solução geral com v=yâ2. (b) Determine a solução com y(1)=1 e o seu intervalo mĂĄximo de existĂȘncia.
PâČ=kP(1âMPâ)z=1/PâzâČ+kz=Mkâ,xâČ=(aâbx)xw=1/xâwâČ+aw=b.
(SĂŁo a mesma equação com a=k, b=k/M; capacidade de carga M=a/b.) Solução com P(0)=P0â:
P(t)=M+P0â(ektâ1)MP0âektââlimtâ+ââP(t)=M(P0â>0).
ExercĂcio resolvido (Ficha 4, ex. 8)
(a) Mostre que z=1/P transforma PâČ=kP(1âMPâ) em zâČ+kz=Mkâ. (b) Obtenha P(t).
Para âmostrar que a substituição transformaâ, deriva z, usa a EDO para trocar PâČ, e reescreve tudo em z. Ă meia pĂĄgina e vale cotação garantida.
ExercĂcio resolvido extra (MAP1 2025/26, ex. 3) â 7 valores
Considere a equação logĂstica dtdxâ=(aâbx)x, a,bâR+. (a) Usando w=x1â, mostre que (1) pode ser escrita como dtdwâ+aw=b. (b) Resolva (2). (c) Usando a solução, calcule limtâ+ââx(t) e represente algumas soluçÔes de (1) para tâ„0.
Resolução passo-a-passo
1. (a)w=1/xâx=1/w, xâČ=âwâČ/w2. Substituindo:
âw2wâČâ=(aâwbâ)w1ââșwâČ=âaw+bâșwâČ+aw=bâ.2. (b) Linear, ÎŒ=eat: (weat)âČ=beatâweat=abâeat+Câw(t)=abâ+Ceâat,CâRâ3. (c) Voltar a x:x(t)=b/a+Ceâat1â, com C=x0â1ââabâ (e ainda xâĄ0, perdida pela substituição). Como eâatâ0:
tâ+âlimâx(t)=b/a1â=baââ(para x0â>0).4. Esboço (eixo tâ„0, eixo x):
xâĄ0 e xâĄbaâ: retas horizontais (equilĂbrios).
x0â<0: xâČ<0, decresce e explode para ââ em tempo finito (o denominador abâ+Ceâat anula-se em tâ=a1âln(âbaCâ)>0).
Por unicidade, as curvas nĂŁo se cruzam.
Lição
Num esboço de autĂłnoma xâČ=g(x): marca primeiro os equilĂbrios (g=0), depois o sinal de g entre eles (sobe/desce), e as curvas aproximam-se dos equilĂbrios estĂĄveis sem os cruzar.
Escrever f em função de z=y/t (dividir num. e den. por tgrau).
Substituir yâČ=z+tzâČ; isolar tzâČ=F(z)âz.
Separar e integrar; desfazer z=y/t.
Condição inicial, depois Imaxâ com as restriçÔes da EDO original (tî =0, denominadores).
ExercĂcio resolvido extra (MAP1 2024/25, ex. 3, equação do enunciado) â 7 valores
Considere a EDO nĂŁo-linear xâČ=x3t2x4+3t4â. (a) Determine a solução geral com z=txâ. (b) Calcule a solução que verifica x(1)=1 e indique o intervalo aberto maximal onde estĂĄ definida.
Resolva yâČ=(8x+2y+1)2 efetuando a mudança de variĂĄvel v=8x+2y+1.
Resolução passo-a-passo
1. Derivar:vâČ=8+2yâČ=8+2v2.
2. EquilĂbrios:8+2v2>0, nenhum.
3. Separar:2(4+v2)vâČâ=1. Como â«4+v2dvâ=21âarctg2vâ:
41âarctg2vâ=x+câșv=2tg(4x+câČ).4. Desfazer:8x+2y+1=2tg(4x+c),câRâ
(explicitamente y=tg(4x+c)â4xâ21â). Cada solução vive num intervalo de comprimento 4Ïâ onde 4x+câ]â2Ïâ,2Ïâ[ e explode nas pontas.
Lição
vâČ=a+bf(v): deriva a substituição antes de mais nada. Se vier â«k2+v2dvâ, sai arctg âč solução com tg âč explosĂŁo em tempo finito.
No teste aparecem tipicamente: âmostre que o PVI tem infinitas soluçÔes e explique porque nĂŁo contradiz Picardâ, âcalcule as primeiras iteradas de Picardâ, âdetermine eAtâ e âdetermine a solução geral de XâČ=AXâ. (Teixeira/Borges, §1.3 e §1.4.5â1.4.6; MagalhĂŁes, cap. 2)
Como os professores resolvem (Ficha 5 â Resolvidos)
A ficha de resolvidos n.Âș 5 (âCampo de direçÔes e Teorema de PicardâLindelöfâ) tem 5 exercĂcios: campo de direçÔes (ex. 1), dois PVI com infinitas soluçÔes (ex. 2 e 3), desigualdade de Gronwall (ex. 4) e dependĂȘncia contĂnua da condição inicial (ex. 5). NĂŁo tem iteradas de Picard nem eAt â para esses tipos, os passos de 5.6 e 5.9 seguem o livro (Teixeira/Borges). Notação deles: PVI, âsolução constante y(t)âĄ0â, âcortar e colarâ, ponto de colagemt1â, derivadas laterais fdâČâ(t1â) e feâČâ(t1â), âde classe C1â, âTeorema de Picardâ. Na prĂĄtica verificam Picard na versĂŁo C1: f contĂnua dĂĄ existĂȘncia; f de classe C1 (i.e. âf/ây contĂnua) dĂĄ unicidade.
Molde A â esboçar o campo de direçÔes (ex. 1)
Escrever a EDO como yâČ=f(t,y) e construir um reticulado {(n,m):n,mâZ}.
Para cada t=n fixo, fazer uma tabelayâŁyâČ com os valores f(n,m) (o declive da reta tangente em (n,m)).
Desenhar em cada (n,m) um pequeno segmento com declive f(n,m).
Cortar e colar a solução geral com yâĄ0: impor continuidade no ponto de colagemt1â, o que fixa a constante (c=ât12â).
Definir por ramos yt1ââ(t) e verificar derivadas laterais iguais em t1â: fdâČâ(t1â)=0=feâČâ(t1â) â diferenciĂĄvel em R. Frase-tipo: âfoi construĂda Ă custa de soluçÔes da EDO, portanto sĂł faltava verificar que a satisfaz no ponto de colagemâ.
Verificar a condição inicial (yt1ââ(0)=0) e repetir do outro lado (t2â<0), ou colar trĂȘs ramos (ex. 3: yc,dâ).
(â: integrar de t0â a t e usar o Teorema Fundamental do CĂĄlculo; â: derivar e pĂŽr t=t0â.)
Teorema de Peano (existĂȘncia local)
Seja DâR2aberto e f:DâRcontĂnua. Se (t0â,y0â)âD, o PVI yâČ=f(t,y), y(t0â)=y0â admite pelo menos uma solução definida num intervalo ]t0ââα,t0â+α[ para algum α>0.
(Esboço: num compacto convexo em y, pelo Teorema de Lagrange f(t,y)âf(t,w)=âyâfâ(t,c)(yâw) e ââyâfâââ€K pelo Teorema de Weierstrass.)
(Pormenor que a resolução oficial salta: Gronwall pede C>0, ou seja b1âî =b0â. Se b1â=b0â, aplica-se com qualquer C=Δ>0 e faz-se Δâ0: dĂĄ y1ââĄy0â.)
Se f satisfaz Picard em D, os grĂĄficos de duas soluçÔes distintas de yâČ=f(t,y)nunca se intersetam em D. (Se y1â(t~)=y2â(t~)=y~â, o PVI com condição y(t~)=y~â teria duas soluçÔes.)
Em particular, as soluçÔes de equilĂbrio (yâĄc com f(t,c)=0) funcionam como barreiras: uma solução que começa entre dois equilĂbrios fica lĂĄ para sempre.
âEsboce o campo de direçÔes e os tipos de soluçÔesâ (Ficha 5 â Resolvidos, ex. 1) â ver 5.4: zeros de f = soluçÔes constantes; sinal de f = cresce/decresce; Picard â as curvas nĂŁo se cruzam, por isso o esboço qualitativo faz sentido.
âExplique porque nĂŁo contradiz Picardâ â apontar a hipĂłtese que falha no ponto inicial (ou no ponto de ramificação).
5.4 Campo de direçÔes e esboço qualitativo das soluçÔes
Para cada equação, esboce o campo de direçÔes e trace os respetivos tipos de soluçÔes:
(a) yâČ=1+t2tyâ; (b) yâČ=(2ây)(yâ1); (c) yâČ=y(1ây2); (d) yâČ=yâty+tâ.
(b) SoluçÔes constantes yâĄ1 e yâĄ2. Sinal: 1<y<2 â f>0 (sobem para 2); y>2 â f<0 (descem para 2); y<1 â f<0 (descem e afastam-se de 1). Logo y=2atrai e y=1repele. Abaixo de 1 as soluçÔes caem para ââ em tempo finito; acima de 2 explodem para +â quando se recua no tempo (traços ponteados na figura oficial).
Receita para yâČ=âŁyâŁp com 0<p<1 (e variantes como yâČ=2ty2/3 ou yâČ=pâŁyâŁ(pâ1)/p, resolvidos abaixo): solução constante yâĄ0 + solução separĂĄvel que toca 0 com derivada nula â colar num ponto arbitrĂĄrio. A nĂŁo-unicidade aparece sempre onde âf/ây explode.
Ă uma função polinomial, logo de classe C1 em R, e verifica a EDO em todo o R (com y2/3=(3yâ)2: yâČ=92t(t2+c)2â=2t(3t2+câ)2 â). SĂł se anula em t=±âcâ, o que exige câ€0.
Nos resolvidos, o âvalorâ da resposta estĂĄ em: (i) exibir duas soluçÔes concretas (yâĄ0 e t6/27), (ii) a condição de continuidade que fixa c=ât12â, (iii) as derivadas laterais no ponto de colagem, (iv) âf/âyââ â fâ/C1 perto do eixo y=0.
Ă sĂł substituir e integrar polinĂłmios. A EDO de Riccati yâČ=t2+y2 nĂŁo tem solução elementar â as iteradas sĂŁo uma forma legĂtima de obter aproximaçÔes.
ExercĂcio resolvido (Ficha 5, ex. 4)
Considere o PVI yâČ=tgy, y(0)=4Ïâ. Tomando como iterada de Picard de ordem zero y0â(t)=Ï/4, calcule y1â(t) e y2â(t). Qual o domĂnio de y2â?
4. (Extra, para comparar.) A solução exata: senycosyâyâČ=1âlnseny=t+ln22âââseny=22ââet, i.e. y=arcsen(22ââet), com intervalo mĂĄximo ]ââ,21âln2[: quando tâ21âln2â, yâ2Ïâ, onde tg deixa de estar definida â a solução sai do domĂnio de f (ver 5.7).
Teorema do prolongamento (Teixeira/Borges, §1.3.6)
Seja DâR2 aberto, (t0â,y0â)âD, f contĂnua e localmente lipschitziana em y em D. A solução Ășnica do PVI estĂĄ definida num intervalo mĂĄximoImaxâ=]a,b[ e, no extremo direito, verifica-se uma das hipĂłteses:
EquilĂbrios como barreiras (Picard) + teorema do prolongamento â uma solução presa entre dois equilĂbrios nĂŁo explode e (se D=R2) estĂĄ definida em R.
f âbonitaâ em todo o R2nĂŁo implica solução global (ver yâČ=y2). SĂł para EDOs lineares (f com crescimento linear em y, ex. YâČ=AY) se tem garantia de solução definida em todo o R.
5.8 Exponencial de uma matriz: definição e propriedades
ExercĂcio resolvido (Ficha 5, ex. 7 â parte teĂłrica)
Sejam A e B duas matrizes nĂn de componentes reais ou complexas. Mostre que se AB=BA, entĂŁo eA+B=eAeB.
SugestĂŁo: mostre que X(t)=eAte(BâA)t satisfaz XË=BX, X(0)=I.
Em 2Ă2 com valor prĂłprio duploλ: por CayleyâHamilton (AâλI)2=0, logo
eAt=eλt(I+t(AâλI)).
Matrizes diagonais por blocos: exponencia-se cada bloco separadamente. Caso geral nĂŁo diagonalizĂĄvel: A=SJSâ1 com S formada por vetores prĂłprios e generalizados ((AâλI)w=v).
Caso 3 â valores prĂłprios complexos a±bi (2Ă2 real)
Por CayleyâHamilton, M=AâaI verifica M2=âb2I. EntĂŁo, separando potĂȘncias pares e Ămpares,
Alternativa (livro): vetor prĂłprio complexo v de a+bi â Re e Im de e(a+bi)tv sĂŁo duas soluçÔes reais l.i. â matriz fundamental Ί â eAt=Ί(t)Ί(0)â1.
Atalho 2Ă2 com valores prĂłprios reais distintos λ1âî =λ2â
5. Verificação.t=0: 21â[20â02â]=I â. Atalho de Sylvester: 2e4t(Aâ2I)âe2t(Aâ4I)â=21â(e4t[31ââ3â1â]âe2t[11ââ3â3â]) â dĂĄ o mesmo â.
Lição
A ordem das colunas de S tem de bater com a ordem dos λ em eÎt. Conferir sempre eA0=I: apanha 90% dos erros de Sâ1.
ExercĂcio resolvido (Ficha 5, ex. 5(d))
Determine eAt para A=â200â120â012ââ.
Resolução passo-a-passo
1. Decompor.A=2I+N, N=â000â100â010ââ. 2I comuta com N.
2. PotĂȘncias de N.N2=â000â000â100ââ, N3=0.
Valor prĂłprio duplo em 2Ă2 (e Aî =λI) â eAt=eλt(I+t(AâλI)), direto. Aparecem termos teλt â a âressonĂąnciaâ dos sistemas nĂŁo diagonalizĂĄveis.
Para cada λ: (AâλI)v=0âș[â â ââ â â][abâ]=[00â]âșa=âb; âos vetores prĂłprios sĂŁo da forma v=a[1â1â], aâRâ; escolhe-se um para base do espaço prĂłprio.
S = vetores prĂłprios em colunas (pela ordem dos valores prĂłprios em J), Sâ1, e escreve-se A=SJSâ1.
eAt=SeJtSâ1, multiplicando primeiro SeJt e depois por Sâ1.
Escrever eA(tâs)por extenso (matriz com tâs), multiplicar por b(s) e simplificar as exponenciais antes de integrar (pĂŽr et ou eât fora do integral).
Integrar componente a componente, mostrando as primitivas avaliadas: (2tsâs2)âs=1tâ.
(a forma da direita vem de (AâλI)2=0, CayleyâHamilton; se A=λI entĂŁo simplesmente X=eλtX0â.)
(iii) Valores prĂłprios complexosλ=α±iÎČ (ÎČî =0), vetor prĂłprio v=p+iq de α+iÎČ: a solução complexa e(α+iÎČ)tv dĂĄ duas soluçÔes reais, a parte real e a parte imaginĂĄria:
Caso-padrĂŁo a decorar: A=[abââbaâ] â eAt=eat[cosbtsenbtââsenbtcosbtâ] (dilatação eat Ă rotação de Ăąngulo bt; vem de A=aI+bJ com aI e J a comutarem).
Valores prĂłprios: det(AâλI)=0âșâŠâșλ=⊠(em 2Ă2: λ2â(trA)λ+detA=0).
Vetores prĂłprios: resolver (AâλI)v=0 (em 2Ă2 basta uma linha da matriz) e escrever âv=a(âŠ), aâRâ.
Caminho oficial: matriz de mudança de base S (vetores prĂłprios em colunas), Sâ1, A=SJSâ1, eAt=SeJtSâ1 (ver secção 5) e X(t)=eAtX0â, âtâRâ.
Atalho: escolher o caso (i)/(ii)/(iii), escrever a solução geralX(t)=c1âX1â(t)+c2âX2â(t) e resolver c1âX1â(0)+c2âX2â(0)=X0â.
Verificar em t=0 e, se houver tempo, derivar uma componente.
Seja A=[32â23â]. (a)â(d) Valores e vetores prĂłprios, S que diagonaliza A, Sâ1 e eAt. (e) Resolva yËâ=Ay, y(0)=[12â]. (f) Determine a solução geral de yËâ=Ay. (g) Escreva duas funçÔes y:RâR2 que constituam uma base do espaço vetorial das soluçÔes.
PVI â eAty0â; solução geral â SeÎtc; base â colunas de SeÎt, i.e. eλiâtviâ. Nas alĂneas de âbaseâ escreve sempre a frase das trĂȘs propriedades (soluçÔes, independentes, geram).
Com A(t) variĂĄvel e S(t) fundamental: X(t)=S(t)Sâ1(t0â)X0â+S(t)â«t0âtâSâ1(s)b(s)ds.
Solução geral (sem dado inicial): X(t)=eAtC+eAtâ«eâAsb(s)ds, CâRn.
Identificar A, b(t), t0â, X0â e escrever o PVI vetorial {XË=AX+b(t)X(t0â)=X0ââ.
Calcular eAt (secção 6.3 / secção 5).
Escrever âpela fĂłrmula de variação das constantesâ X(t)=eA(tât0â)X0â+â«t0âtâeA(tâs)b(s)ds e pĂŽr eA(tâs)por extenso (trocar t por tâs em cada entrada).
Multiplicar eA(tâs)b(s), simplificar as exponenciais e tirar para fora o que sĂł depende de t antes de integrar.
Integrar componente a componente em sâ[t0â,t], mostrando as primitivas avaliadas em s=t0â e s=t.
1. Forma matricial.XâČ=AX+b(t) com A=[20ââ3â8â], b(t)=[e2t8â].
2. Exponencial. Triangular â λ1â=2 com v1â=(1,0); λ2â=â8: (A+8I)v=0â10aâ3b=0 â v2â=(3,10). Com S=[10â310â], Sâ1=101â[100ââ31â]:
3. Integrar em s.â«0tâcos(tâs)ds=sent; â«0tâsen(tâs)ds=1âcost.
Y(t)=eât[sentcostâ1â]â
Lição
Quando b(s) traz o mesmo exponencial que a parte real dos valores prĂłprios (eâs vs. eâ(tâs)), o s cancela no expoente e o integral fica trivial. Integra em s, com cuidado com o sinal: dsdâsen(tâs)=âcos(tâs).
2. Novas incĂłgnitasx1â=y1âây2â, x2â=y1â+y2â: o sistema fica desacoplado, xË1â=t, xË2â=4x2â+t.
3. Primeira equação.x1â(t)=2t2â+c1â, c1ââR.
4. Segunda equação â fator de integração eâ4t.
(primitiva por partes: â«teâ4tdt=â4tâeâ4tâ161âeâ4t).
5. Voltar a y.y1â=21â(x1â+x2â), y2â=21â(x2ââx1â); com k1â=2c1ââ, k2â=2c2ââ:
Dado inicial em t0âî =0 â eA(tât0â)y(t0â) e integral de t0â a t. PĂŽr as exponenciais em evidĂȘncia antes de integrar deixa sĂł polinĂłmios em s. E verifica sempre y(t0â) no fim.
Matriz diagonal por blocos â o sistema separa-se em subsistemas independentes; se sĂł pedem uma componente, trabalha sĂł no bloco dela. Ao usar e(λI+N)t=eλteNt, escreve a justificação âλI e N comutamâ.
6.5 Atalho para b constante: ponto de equilĂbrio e translação
Valores prĂłprios (ou Ï,Î) â tipo e estabilidade pela tabela.
EquilĂbrios: origem (se detAî =0); se detA=0, a reta kerA; se hĂĄ b constante, transladar para Xâ.
Retas invariantes (casos reais): desenha as retas dos vetores próprios, com setas para dentro se λ<0 e para fora se λ>0.
Comportamento assintĂłtico: quando tâ+â domina o termo com maiorλ; quando tâââ domina o de menorλ. Isto diz a que reta cada Ăłrbita fica paralela/tangente em cada ponta.
Complexos: espiral/elipse. Sentido de rotação: testa um ponto, p. ex. (1,0): XâČ=A(1,0)T=(a11â,a21â). Se a21â>0 (y cresce ao atravessar o semieixo positivo Ox) â anti-horĂĄrio; se a21â<0 â horĂĄrio.
Verificar com um ou dois vetores AX em pontos de teste (p. ex. nos eixos).
Considere [xâČyâČâ]=[1/25/2â5/21/2â][xyâ]. (a) Determine a solução que vale (x0â,y0â) em t=0. (b) Esboce o diagrama de fase do sistema.
Teste: em (1,0), XâČ=(21â,25â) â sobe para a direita, rumo ao 1.Âș quadrante â.
\ /
<- \ ^ / ->
v | ^
----------- O ----------- y=x : setas para fora
^ | v y=-x : setas para dentro
<- / v \ ->
/ \
Lição
detA<0 â sela, sem mais contas. Desenha primeiro as duas retas prĂłprias com o sentido certo; as restantes Ăłrbitas âseguemâ a reta de entrada e âfogemâ pela de saĂda. Ănica Ăłrbita que tende para o equilĂbrio: a reta estĂĄvel.
ExercĂcio resolvido (Ficha 6, ex. 4)
Considere [xâČyâČâ]=[01â01â][xyâ]. (a) Determine a solução que vale (x0â,y0â) em t=0. (b) Esboce o diagrama de fase do sistema.
Ărbitas: retas verticaisx=x0â (paralelas a v2â=(0,1)).
Acima da reta (x+y>0): yâ+â, setas para cima; abaixo (x+y<0): setas para baixo. Todas se afastam da reta y=âx (pois λ2â=1>0); para tâââ aproximam-se dela.
Considere A=[11ââ11â]. (a) Calcule eAt. (b) Calcule a solução de XâČ=AX, X(0)=(x0â,y0â). (c) Em coordenadas polares x=rcosΞ, y=rsenΞ, verifique que o sistema se escreve râČ=r, ΞâČ=1, ou seja dΞdrâ=r; resolva para r em função de Ξ. (d) Esboce o diagrama de fase.
Resolução passo-a-passo
1. Valores prĂłprios.Ï=2, Î=2: λ2â2λ+2=0 â λ=1±i (α=1, ÎČ=1).
2. Vetor prĂłprio de 1+i.Aâ(1+i)I=[âi1ââ1âiâ] â âiaâb=0 â v=(1,âi)=p(1,0)ââ+iq(0,â1)ââ.
3. SoluçÔes reais.e(1+i)tv=et(cost+isent)(1,âi)=et[(cost,sent)+i(sent,âcost)]. Matriz fundamental real S(t)=et[costsentâsentâcostâ], S(0)=[10â0â1â]=S(0)â1.
4. (a)eAt=S(t)S(0)â1:
Multiplicando a 1.ÂȘ por cosΞ, a 2.ÂȘ por senΞ e somando: râČ=r(cos2Ξ+sen2Ξ)=r. Substituindo râČ=r na 1.ÂȘ: ârsenΞΞâČ=ârsenΞ â ΞâČ=1 (para rî =0; usa a 2.ÂȘ se senΞ=0). Pela regra da cadeia
Valores prĂłprios complexos â a parte real decide enrolar/desenrolar, o sinal de a21â (ou de ΞâČ) decide o sentido. Matrizes [abââbaâ] ficam lindĂssimas em polares: râČ=ar, ΞâČ=b.
F6 â variação das constantes (ou equilĂbrio se b constante)
âEsboce o diagrama de faseâ
F6 â sinais/natureza dos valores prĂłprios + retas prĂłprias
Erros a evitar (lĂȘ antes do teste)
Orientação: em fluxos, verificar se guâĂgvâ aponta para o lado pedido (exterior, â3.ÂȘ componente positivaââŠ); se nĂŁo, trocar o sinal. Em Stokes, o bordo percorre-se com a superfĂcie Ă esquerda e a normal dada pela regra da mĂŁo direita.
Esquecer o elemento de ĂĄreaâ„guâĂgvââ„ (ex.: R2senÏ na esfera, R no cilindro) num integral de campo escalar â e, ao contrĂĄrio, nĂŁo pĂŽr a norma num fluxo (aĂ usa-se o vetor guâĂgvâ sem normalizar).
Aplicar Gauss a uma superfĂcie aberta sem a fechar, ou esquecer de subtrair o fluxo da tampa.
Aplicar Gauss/Stokes com uma singularidade do campo dentro do domĂnio (ex.: r/r3 com a origem lĂĄ dentro).
Confundir div (escalar) com rot (vetor); expressĂ”es como div(divF) ou rot(f)nĂŁo tĂȘm significado.
Em EDOs separĂĄveis: perder as soluçÔes de equilĂbrio ao dividir por g(y).