:LiInfinity: Formulário — CDI-II Exame Final

Parent project: Cálculo Diferencial e Integral II

Âmbito (Fichas 7–11)

Referência rápida das fórmulas de integração do exame: integração múltipla, mudança de variáveis, integrais de linha, campos conservativos, Green e homotopia. Cada fórmula tem o seu subtópico — nome, fórmula isolada e explicação. Para a teoria desenvolvida e exercícios resolvidos, ver o Resumo. Extremos livres, TFI e Lagrange (Ficha 6) estão no Formulário MAP2.


:LiSquareStack: 1. Teorema de Fubini (integrais iterados)

Teorema de Fubini

Num retângulo, o integral múltiplo calcula-se integrando uma variável de cada vez e a ordem é livre — escolher bem a ordem pode tornar trivial um integral impossível.

Símbolos: = função integranda · = região retangular · = elemento de área · = limites constantes do retângulo.

Região de Tipo I (fatias verticais)

Ao fixar a variável externa, a “fatia” tem extremos que dependem dela. O integral externo tem sempre limites constantes; o interno é que pode depender de .

Símbolos: = curvas que limitam por baixo/por cima para cada fixo.

Região de Tipo II (fatias horizontais)

A mesma região lida na outra direção — é esta releitura que se usa para trocar a ordem de integração (desenhar a região primeiro).

Símbolos: = curvas que limitam à esquerda/direita para cada fixo.

Volume e centróide

Volume e centróide de um sólido. Com densidade : trocar por massa e por no numerador.

Símbolos: = volume do sólido · = elemento de volume · = abcissa do centróide · = densidade · = massa.

Quando trocar a ordem

Quando a primitiva interna não existe na ordem dada — sinais típicos: , , , . Trocar costuma fazer aparecer o fator que torna a primitiva imediata.


:LiRefreshCw: 2. Mudança de Variáveis (Jacobiano)

Fórmula geral da mudança de variáveis

Endireita a geometria da região (ex.: disco → retângulo) ao custo de multiplicar pelo Jacobiano, que corrige a distorção de área. Traduz três coisas: integrando, região (reescrever cada desigualdade) e elemento de área.

Símbolos: = região no plano · = a mesma região nas novas variáveis · = mudança de coordenadas · = módulo do Jacobiano.

Jacobiano

Fator de conversão de área/volume local: a transformação leva um retângulo num paralelogramo de área . Usa-se sempre em módulo (área é positiva).

Símbolos: , etc. (derivadas parciais) · = matriz Jacobiana · = novas variáveis.

Coordenadas polares

A escolha por defeito para regiões com (círculos, discos, setores), pois .

Símbolos: = distância à origem (raio) · = ângulo medido a partir do semieixo positivo .

Coordenadas polares elípticas

Para regiões elípticas , que assim viram um retângulo em .

Símbolos: = semieixos da elipse · = raio normalizado · = ângulo.

Coordenadas cilíndricas

Sólidos com simetria axial — polares no plano com inalterado.

Símbolos: = distância ao eixo · = ângulo no plano · = altura.

Coordenadas esféricas

Sólidos com simetria esférica ou cones.

Símbolos: = distância à origem (raio) · = ângulo polar/colatitude (a partir de ) · = azimute (ângulo no plano ).

Momento de inércia

Relativo ao eixo : distância ao quadrado ao eixo, vezes a densidade.

Símbolos: = momento de inércia em torno de · = distância² ao eixo · = densidade.

Mudança "à medida"

Para regiões definidas por , , etc., calcula-se o Jacobiano inverso: .


:LiSigma: 3. Regra de Leibniz (derivar sob o integral)

Regra de Leibniz (limites variáveis)

Derivada de uma função definida por um integral. Os dois primeiros termos vêm dos limites a mexer (TFC nas pontas: valor na ponta × velocidade da ponta); o último vem do integrando a mudar com o parâmetro.

Símbolos: = parâmetro em ordem ao qual se deriva · = variável de integração · = limites (inferior/superior) que dependem de · = suas derivadas · = derivada parcial do integrando.

Caso de limites constantes

Com sobra só “derivar para dentro do integral”. Permite obter sem calcular (útil quando não tem primitiva elementar).

Símbolos: = limites constantes · = função do parâmetro.


:LiSpline: 4. Integrais de Linha

Comprimento de curva

Comprimento de uma curva parametrizada , : soma os comprimentos infinitesimais .

Símbolos: = comprimento · = parametrização da curva · = vetor velocidade (tangente) · = sua norma (módulo) · = intervalo do parâmetro.

Integral de campo escalar

“Soma” uma grandeza ao longo do fio. Não depende do sentido em que se percorre a curva.

Símbolos: = campo escalar (ex.: densidade) · = elemento de arco · = curva.

Massa, centro de massa e inércia

Aplicações do campo escalar a um fio de densidade : massa total, centro de massa e momento de inércia.

Símbolos: = massa · = abcissa do centro de massa · = momento de inércia · = distância ao eixo/ponto de referência.

Integral de campo vetorial (trabalho)

Trabalho de uma força ao longo do caminho. Depende da orientação — trocar o sentido troca o sinal.

Símbolos: = trabalho · = campo vetorial (força) · = deslocamento infinitesimal (vetorial) · = produto interno.

Atalhos por troços

Partir e somar. Se () o troço dá 0. Segmento de reta: , , logo (constante).


:LiRecycle: 5. Campos Conservativos & TFC para Integrais de Linha

Campo fechado (2D)

Condição necessária para ser conservativo: as derivadas cruzadas coincidem. É um teste local, ponto a ponto.

Símbolos: = componentes do campo · = derivadas parciais cruzadas.

Campo fechado (3D)

Versão 3D da mesma condição: o rotacional anula-se em todo o ponto do domínio.

Símbolos: = rotacional do campo · = vetor nulo.

TFC para integrais de linha

Se (conservativo), o trabalho só depende dos extremos → independente do caminho e em caminho fechado. Para achar : integrar em , depois derivar e igualar a (e ) para fixar as “constantes”.

Símbolos: = potencial escalar · = gradiente de (= ) · = derivada parcial · = componentes de .

Conservativo fechado, mas o recíproco só vale em domínio simplesmente conexo

é fechado mas não conservativo em (buraco na origem): o trabalho numa volta à origem é . Não aplicar o TFC aqui — não há potencial global.


:LiCircleDashed: 6. Teorema de Green & Homotopia

Teorema de Green

Liga o integral de linha na fronteira ao integral duplo no interior ( = rotação do campo). Fronteira orientada positivamente (anti-horário, região à esquerda); se for horária, trocar o sinal. Exige em todo .

Símbolos: = região do plano · = sua fronteira (curva fechada) · = componentes de · = integral sobre curva fechada · = de classe (derivadas contínuas).

Áreas via Green

Calcular a área de uma região através de um integral na sua fronteira — caso particular de Green com .

Símbolos: = área da região · = fronteira percorrida no sentido direto.

Invariância por homotopia

Se o campo é fechado e duas curvas são homotópicas (deformáveis uma na outra sem sair de ), os integrais coincidem → pode-se substituir a curva por uma circunferência simples à volta do buraco.

Símbolos: = duas curvas · = ” é homotópica a ” (deformável uma na outra dentro de ).

Soma de cargas (várias singularidades)

Com singularidades dentro, não aplicar Green à região cheia: o trabalho na curva fechada = soma das cargas das singularidades encerradas (carga para ), com sinal pela orientação (× nº de voltas). Singularidades fora contam 0.

Símbolos: = curva fechada · “carga” = × índice de cada singularidade · sinal = sentido (direto/inverso) com que rodeia a singularidade.


:LiCompass: Checklist — que ferramenta usar?

Sintoma do enunciadoFerramenta
Integral múltiplo, primitiva impossível na ordem dada§1 — Fubini (trocar ordem)
Região circular/elíptica/esférica, §2 — Jacobiano (polares/cilíndricas/esféricas)
Derivar §3 — Leibniz
”trabalho ao longo de”, “massa do fio”, “comprimento”§4 — Integrais de linha
”é conservativo?”, trabalho entre 2 pontos§5 — Fechado + potencial + TFC
Curva fechada no plano§6 — Green
Campo fechado com singularidade / domínio com buraco§6 — Homotopia, isolar

Erros a evitar

Esquecer o módulo do Jacobiano · esquecer o (polares) ou (esféricas) · aplicar o TFC a campo fechado não conservativo · orientação errada (sinal) · usar Green com singularidade dentro de · esquecer de desenhar a região antes de trocar a ordem.


Estudo do exame

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