25-26 MAP45 — 5 jun 2026 (com resolução) ← mais recente, define o molde atual
Os testes de 15 min (21-22 ×2 e 22-23) foram excluídos desta análise (formato e pontuação diferentes). O molde do MAP45 repete-se quase à letra todos os anos, mas o 25-26 introduziu novidades (ver abaixo) — lê com atenção.
⚠️ O que mudou no 25-26 (lê primeiro)
Novidades do teste mais recente (25-26 MAP45)
Q1 passou a mega-bloco de “preencher espaços” — 12 alíneas (A–L) × 0,75 v. = 9,0 v. num só grupo. É agora a maior fatia do teste. Substitui a escolha múltipla longa do 24-25 e as V/F do 23-24 (mesma matéria, formato de completar frases).
Surgiram problemas aplicados de cálculo que antes só apareciam na teoria:
Volume (minibarragem, cota de enchimento) → bacia + reclassificação + soma das células × área da célula.
Percurso de menor custo (calorias num trilho) → superfície de custo + Dijkstra. É a 1.ª vez que a superfície de custo sai como pergunta aplicada completa.
DAE em duas partes (a: matriz booleana de condições; b: custo = declive² e somatório) — reforça o padrão “declive² como custo” e “somar todas as células × valor”.
Confirma-se que o teste tem ~4 grupos e que quase todos os pontos práticos passam por álgebra de mapas (reclassificar → multiplicar → somar).
🗂️ Estrutura do MAP45 (o molde que se repete)
Bloco
23-24 MAP45
23-24 TIPO
24-25 MAP45
25-26 MAP45
Probabilidade
Q1 conceptual em massa (EM / V/F / preencher espaços)
✅ V/F (7)
Q1 aberta
✅ EM (~12 blocos)
✅ Preencher espaços (12 alíneas, 9 v.)
Quase certo
Aplicação de função sobre 4×4
✅ zonal + focal
✅ local
✅ zonal tipo II (texto)
—
Muito provável
Reamostragem
✅ def + situação
—
✅ exemplo 3×3→4×4
✅ (alínea E)
Muito provável
Diagrama de análise espacial (DAE)
✅ Chamusca
✅ paragens Lisboa
✅ sismos+rios+declive
✅ tempestade Kristin (2 partes)
Quase certo
Problema aplicado de cálculo (volume / custo / menor custo)
—
Q5 (info+proc.)
Q2 (declive máx. município)
✅ Q2 volume + Q3 menor custo + Q4b custo
Muito provável (novo peso)
Workflow hidrológico
—
✅ bacia (Q2)
✅ dentro da EM
✅ (bacia p/ volume Q2)
Muito provável
Estratégia de tempo (45 min)
O Q1 conceptual vale muito (9 v. no 25-26) e é rápido → garante-o primeiro. O DAE sai sempre → treina caixas e setas. Os problemas de cálculo aplicado (volume/custo/menor custo) são a nova fatia — pratica a receita “reclassificar → multiplicar → somar × área da célula”.
📊 Frequência por tópico (4 testes MAP45)
Sai em (quase) todos — prioridade máxima
Tópico
23-24
TIPO
24-25
25-26
Formato típico
Classificação local/focal/zonal/global
V/F
Q3
EM
Q1 C,D,G,H,I
Completar / classificar / aplicar
Diagrama de análise espacial (DAE)
Q4
Q6
Q4
Q4
Desenho com caixas e setas
Reclassificar → multiplicar → somar (célula a célula)
Ver matéria em:Resumo MAP2 → Tema 3 / Álgebra de Mapas
Tópico 2 — Q1 conceptual em massa (EM / V/F / preencher espaços)
É o bloco de maior peso — trata como banco de mini-perguntas
O mesmo conteúdo repete-se, só muda o formato: V/F (23-24), escolha múltipla (24-25), completar frases (25-26, 12 alíneas × 0,75 = 9 v.). Estuda pela substância, não pelo formato.
25-26 — Preencher espaços (A–L) com as respostas
#
Frase
Resposta
A
Cada célula armazena … valor; resolução espacial = …
um único; dimensão / lado da célula
B
Matriz de inteiros todos diferentes: nº de … = nº de zonas
regiões / células / valores
C
Adição de duas matrizes célula-a-célula é função do tipo …
local
D
Visibilidade a partir de um ponto precisa de … como argumento
modelo digital do terreno (MDT) matricial
E
Reamostragem produz matriz cuja … é diferente
resolução espacial
F
Antes de delimitar bacias, aplica-se pit filling para obter …
MDT sem depressões
G
Função zonal com uma só matriz como argumento: …
área zonal / média zonal / etc.
H
Focal 3×3 que dá valores 0º–360º: …
orientação / exposição
I
TIN→matricial: células no mesmo triângulo têm o mesmo valor em …
declive / direção de escoamento
J
Numa superfície de custo, as células não podem ter valores …
nulos / negativos / não-positivos
K
Buffer matricial (1 se <1 km do IST): funções …
distância euclidiana + reclassificação
L
Os dois efeitos do MAUP designam-se …
efeito de escala e efeito de generalização
V/F clássicas FALSAS (23-24) — as mesmas armadilhas voltam sempre
Afirmação (falsa)
Correção
”Matrizes têm de ter números não negativos”
Podem ter qualquer valor real
“Orientações obtêm-se da carta de declives”
Obtêm-se do MDT
“Reclassificação altera a matriz original”
Nunca — cria nova matriz
“Nº de zonas depende da vizinhança”
Nº de regiões é que depende
”Valor na matriz de alocação não depende da função de distância/custo”
Depende da função
”Declive, orientação e visibilidade são globais”
Declive e orientação são focais (visibilidade é global)
Afirmações VERDADEIRAS confirmadas (24-25 EM)
“Superfície de custo tem obrigatoriamente células com valor positivo” ✅
“Para visibilidade a partir de um ponto é preciso um MDT” ✅
“Ao reamostrar inteiros, algumas linhas podem desaparecer da tabela de atributos” ✅
Tópico 3 — Aplicação de função sobre 4×4
O que pedem
São dadas uma ou duas matrizes 4×4; aplica-se uma função local, focal ou zonal e mostra-se a matriz resultante + o nome da função. A focal aplica-se a todas as células (incluindo bordas).
23-24 Q4 — Área agrícola da Chamusca (cultura × exposição × freguesia)
Truque: converter freguesias em N×100, orientação em N×10, cultura 1–9 → somar → cada célula = valor único da combinação (ex: 423 = freguesia 4, NE, vinha).
Dicas transversais para o DAE
Usar funções matriciais sempre que possível (como pede o enunciado)
Converter vetorial→matricial antes de combinar, com resolução compatível com o MDT
“não X” → reclassificar (X→NoData; resto→1)
“a menos de Y m” → distância euclidiana → reclassificar (≤Y→1)
“orientado a sul” → MDT → orientação → reclassificar (135°–225°→1)
“visível de” → MDT → visibilidade (global)
Tópico 6 — Problemas aplicados de cálculo (peso novo em 25-26)
A receita-mãe
Quase todos reduzem-se a: reclassificar condições → multiplicar matrizes booleanas/valores → somar todas as células → × área da célula (ou × custo). Domina esta cadeia.
25-26 Q2 — Volume máximo de uma minibarragem (cota 210 m, MDT 5 m) ⭐
Dados: MDT matricial (r.e. 5 m) + matriz de direções de escoamento.
Resolução oficial
Das direções de escoamento → delimitar a bacia do ponto da barragem → matriz A (1 quem drena para lá, 0 caso contrário)
Reclassificar o MDT: <210 m → 1 ; >210 → 0 → matriz B
Calcular matriz C = 210 − MDT (altura de água em cada célula)
D = A × B × C
Somar todas as células de D × 25 (5 m × 5 m = 25 m²) → volume em m³
25-26 Q3 — Percurso pedonal de menor custo (calorias) ⭐
Dois pontos A e B numa zona montanhosa; tabela declive↔calorias/100 m. Dados (1 v.) + modelação (2 v.).
Resolução oficial
Dados: MDT, pontos A e B, tabela declive→calorias.
Método:
Calcular o declive a partir do MDT
Converter declives em calorias (nova matriz = superfície de custo), tendo em conta a resolução espacial (pode não ser 100 m)
Usar como superfície de custo → gerar custo acumulado a partir de A + matriz de direções pelo algoritmo de menor custo (Dijkstra) → caminho A→B de menor gasto de calorias
25-26 Q4b — Custo total de obra (custo = declive²)
Ver DAE no Tópico 5: reclassificar taludes → multiplicar por resultado A e por declive² → somar todas as células = custo total.
Padrões a decorar destes problemas
Volume / quantidade = soma de células × área da célula (célula 5 m → 25 m²; 2 m → 4 m²)
Custo frequentemente = declive² (25-26 apareceu duas vezes)
Superfície de custo = reclassificar/converter uma grandeza (declive, uso do solo) em atrito → depois Dijkstra
Atenção à resolução espacial ao converter “por 100 m” ou “por célula”
Tópico 7 — Workflow hidrológico
Sequência completa
MDT → [1. Pit filling] → MDT sem depressões
→ [2. Direções escoamento (focal)] → MDES
→ [3. Escoamento acumulado (global)] → nº de células a montante
→ [4. Reclassificação (local)] → linhas de água
→ [5. Segmentos + ordem hierárquica]
+ [MDES] → [6. Bacia hidrográfica (global)] → a partir da célula de saída
Armadilhas confirmadas
Pit filling é a 1.ª operação → produz MDT sem depressões (25-26 Q1-F ✅)
Após pit filling → direções → escoamento acumulado obtém-se contagem de células a montante (não linhas de água!) → 24-25 EM ✅
Bacia hidrográfica usa a matriz de DIREÇÕES (não o escoamento acumulado)
Direções de escoamento = focal · escoamento acumulado e bacia = globais
TIPO Q2 — Bacia hidrográfica de um ponto (modelo D8)
Pit filling sobre o MDT
Direções de escoamento (focal, D8)
(opc.) Escoamento acumulado para identificar troços
Bacia hidrográfica (global) a partir da célula terminal, usando as direções
Ver matéria em:Resumo MAP2 → Tema 4 / Modelação Hidrológica
Tópico 8 — Superfície de custo (agora também aplicada)
O que está em cada célula
O custo/resistência para atravessar aquela célula (não o custo acumulado). Ex.: declive, uso do solo, tipo de terreno.
Não têm de ser inteiros nem potências de 2 → FALSO
Cria-se por reclassificação/conversão de uma ou mais matrizes → TIPO Q4, 25-26 Q3
Corredor tem largura variável (não constante)
Só o **Dijkstra** garante o caminho de menor custo — a “maior descida” pode ficar presa em mínimos locais
Sequência do caminho de menor custo
Superfície de custo (dada/construída)
Custo acumulado a partir da origem (Dijkstra) + matriz de direções (back-link)
Seguir o back-link do destino até à origem → caminho ótimo
Corredores: custo acumulado da origem + custo acumulado do destino → somar → reclassificar abaixo de um limiar.
Ver matéria em:Resumo MAP2 → Tema 6 / Superfícies de Custo
Tópico 9 — Questões abertas conceptuais
"Vantagem da modelação matricial do relevo vs vetorial" (23-24 Q1)
Para a área acima de 1000 m: no matricial basta reclassificar (>1000→1) e contar células × área. No vetorial (TIN) seria cálculo geométrico por triângulo; com curvas de nível seria preciso fechar a curva dos 1000 m em polígono (nem sempre possível). → Apresenta sempre a comparação explícita com o vetorial.
"Porquê reclassificar para 0, 1 e NoData?" (TIPO Q1)
1 = satisfaz · 0 = não satisfaz (mas no domínio) · NoData = fora do domínio
Permite combinar condições por multiplicação (AND) e contar células
"Regras de atribuição de valor (vetorial→matricial)" (TIPO Q4)
Valor do polígono no centro da célula
Valor do polígono de maior área na célula
Valor por prioridade definida
Presença (para entidades lineares) · resolução ≤ ½ menor comprimento
25-26 MAP45 — 5 jun 2026 (com resolução) ← molde atual
(Testes de 15 min de 21-22 e 22-23 excluídos.) PDFs em MAPs Anos Anteriores/. Teoria completa: Resumo MAIG MAP2.
Notas relacionadas (Dataview)
TABLE WITHOUT ID link(file.link, file.name) AS "Nota", date AS "Data", status AS "Estado", tags AS "Tags"FROM "2.Técnico/1º Ano/2Semestre/MAIG"WHERE (type = "note" OR type = "project") AND file.name != this.file.nameSORT date DESC