📋 Guia de Estudo — MAIG MAP2

Parent project: Modelação e Análise de Informação Geográfica Resumo teórico: Resumo MAIG MAP2

De onde vem este guia

Análise dos 4 testes de 45 minutos (MAP45):

  • 23-24 MAP45 — 29 mai 2024 (com resolução oficial)
  • 23-24 TIPO — teste-tipo matricial
  • 24-25 MAP45 — 11 jun 2025 (com resolução)
  • 25-26 MAP45 — 5 jun 2026 (com resolução) ← mais recente, define o molde atual

Os testes de 15 min (21-22 ×2 e 22-23) foram excluídos desta análise (formato e pontuação diferentes). O molde do MAP45 repete-se quase à letra todos os anos, mas o 25-26 introduziu novidades (ver abaixo) — lê com atenção.


⚠️ O que mudou no 25-26 (lê primeiro)

Novidades do teste mais recente (25-26 MAP45)

  1. Q1 passou a mega-bloco de “preencher espaços” — 12 alíneas (A–L) × 0,75 v. = 9,0 v. num só grupo. É agora a maior fatia do teste. Substitui a escolha múltipla longa do 24-25 e as V/F do 23-24 (mesma matéria, formato de completar frases).
  2. Surgiram problemas aplicados de cálculo que antes só apareciam na teoria:
    • Volume (minibarragem, cota de enchimento) → bacia + reclassificação + soma das células × área da célula.
    • Percurso de menor custo (calorias num trilho) → superfície de custo + Dijkstra. É a 1.ª vez que a superfície de custo sai como pergunta aplicada completa.
  3. DAE em duas partes (a: matriz booleana de condições; b: custo = declive² e somatório) — reforça o padrão “declive² como custo” e “somar todas as células × valor”.
  4. Confirma-se que o teste tem ~4 grupos e que quase todos os pontos práticos passam por álgebra de mapas (reclassificar → multiplicar → somar).

🗂️ Estrutura do MAP45 (o molde que se repete)

Bloco23-24 MAP4523-24 TIPO24-25 MAP4525-26 MAP45Probabilidade
Q1 conceptual em massa (EM / V/F / preencher espaços)✅ V/F (7)Q1 aberta✅ EM (~12 blocos)✅ Preencher espaços (12 alíneas, 9 v.)Quase certo
Aplicação de função sobre 4×4✅ zonal + focal✅ local✅ zonal tipo II (texto)—Muito provável
Reamostragem✅ def + situação—✅ exemplo 3×3→4×4✅ (alínea E)Muito provável
Diagrama de análise espacial (DAE)✅ Chamusca✅ paragens Lisboa✅ sismos+rios+declive✅ tempestade Kristin (2 partes)Quase certo
Problema aplicado de cálculo (volume / custo / menor custo)—Q5 (info+proc.)Q2 (declive máx. município)✅ Q2 volume + Q3 menor custo + Q4b custoMuito provável (novo peso)
Workflow hidrológico—✅ bacia (Q2)✅ dentro da EM✅ (bacia p/ volume Q2)Muito provável

Estratégia de tempo (45 min)

O Q1 conceptual vale muito (9 v. no 25-26) e é rápido → garante-o primeiro. O DAE sai sempre → treina caixas e setas. Os problemas de cálculo aplicado (volume/custo/menor custo) são a nova fatia — pratica a receita “reclassificar → multiplicar → somar × área da célula”.


📊 Frequência por tópico (4 testes MAP45)

Sai em (quase) todos — prioridade máxima

Tópico23-24TIPO24-2525-26Formato típico
Classificação local/focal/zonal/globalV/FQ3EMQ1 C,D,G,H,ICompletar / classificar / aplicar
Diagrama de análise espacial (DAE)Q4Q6Q4Q4Desenho com caixas e setas
Reclassificar → multiplicar → somar (célula a célula)ChamuscaQ1Q4Q2, Q4Núcleo de quase toda a prática
Reamostragem (def./método/situação)Q2—Q3Q1 EDefinição, método, exemplo numérico

Sai em 2–3 dos 4 testes (estudar bem)

TópicoOnde sai
Aplicação de função sobre 4×423-24, TIPO, 24-25
Workflow hidrológico (bacia / pit filling / direções)TIPO, 24-25, 25-26 (Q1 F, Q2)
Superfície de custo + DijkstraTIPO, 24-25 EM, 25-26 (Q1 J, Q3)
Cálculo de volume / custo por soma de células24-25, 25-26 (Q2, Q4b)
Conversão vetorial→matricialTIPO, 24-25, 25-26 (Q2)
MAUP / efeitos de escala e generalização24-25, 25-26 (Q1 L)
Vantagens do matricial vs vetorial23-24 Q1, TIPO

Tópico 1 — Classificação de funções (sai SEMPRE)

Regra prática para identificar o tipo

  • Local → opera célula a célula, mesma posição em 1 ou mais matrizes (ex: reclassificação, soma, diferença, multiplicação)
  • Focal → usa vizinhança (janela em torno de cada célula) (ex: declive, orientação/exposição, TPI, direções de escoamento, rugosidade)
  • Zonal → usa células da mesma zona definida por uma matriz (ex: área zonal, máximo zonal, soma zonal, média zonal)
  • Global → resultado depende de toda a matriz (ex: distância euclidiana, visibilidade, escoamento acumulado, bacia hidrográfica, custo acumulado)

Armadilhas clássicas (confirmadas ano após ano)

  • “Direções de escoamento” → **focal** (não global!)
  • “Visibilidade” → **global** (não focal!) → 23-24 V/F, 25-26 Q1-D ✅
  • “TPI” → **focal** com argumento MDT matricial → 23-24, 24-25 ✅
  • “Declive e orientação” → **focais** (não globais!) → 23-24 V/F ✅
  • “Bacia hidrográfica / escoamento acumulado” → **globais** ✅

Ver matéria em: Resumo MAP2 → Tema 3 / Álgebra de Mapas


Tópico 2 — Q1 conceptual em massa (EM / V/F / preencher espaços)

É o bloco de maior peso — trata como banco de mini-perguntas

O mesmo conteúdo repete-se, só muda o formato: V/F (23-24), escolha múltipla (24-25), completar frases (25-26, 12 alíneas × 0,75 = 9 v.). Estuda pela substância, não pelo formato.

V/F clássicas FALSAS (23-24) — as mesmas armadilhas voltam sempre

Afirmação (falsa)Correção
”Matrizes têm de ter números não negativos”Podem ter qualquer valor real
“Orientações obtêm-se da carta de declives”Obtêm-se do MDT
“Reclassificação altera a matriz original”Nunca — cria nova matriz
“Nº de zonas depende da vizinhança”Nº de regiões é que depende
”Valor na matriz de alocação não depende da função de distância/custo”Depende da função
”Declive, orientação e visibilidade são globais”Declive e orientação são focais (visibilidade é global)

Afirmações VERDADEIRAS confirmadas (24-25 EM)

  • “Superfície de custo tem obrigatoriamente células com valor positivo” ✅
  • “Grupos de células com o mesmo valor = zonas” ✅
  • “TPI compara célula com vizinhança próxima; argumento = MDT matricial” ✅
  • “Para visibilidade a partir de um ponto é preciso um MDT” ✅
  • “Ao reamostrar inteiros, algumas linhas podem desaparecer da tabela de atributos” ✅

Tópico 3 — Aplicação de função sobre 4×4

O que pedem

São dadas uma ou duas matrizes 4×4; aplica-se uma função local, focal ou zonal e mostra-se a matriz resultante + o nome da função. A focal aplica-se a todas as células (incluindo bordas).

TIPO Q3 — função local sobre as mesmas M1 e M2

Ex.: soma/diferença/máximo célula-a-célula (M1 op M2). Indica o nome e mostra a matriz.

24-25 Q2 — zonal tipo II em texto ("máximo do declive por município")

  1. Converter CDG de polígonos (municípios, código 1–278) para matricial, compatível com o MDT
  2. Calcular o declive a partir do MDT
  3. Máximo Zonal: zonas = matriz dos municípios · valores = matriz de declives

Zonal Tipo I vs Tipo II

  • Tipo I: zonas definidas pela própria matriz de valores (mesmo valor = mesma zona)
  • Tipo II: zonas definidas por outra matriz (ex: municípios definem zonas, declives dão os valores)

Tópico 4 — Reamostragem (sai em 3 dos 4)

Definição (23-24 Q2a; 25-26 Q1-E)

Alteração da resolução espacial (dimensão das células) de uma matriz → nova matriz com células de tamanho diferente.

Quando usar cada método

MétodoDados
Vizinho mais próximoCategóricos/nominais (uso do solo, direções, inteiros)
Interpolação bilinearContínuos (altitude, temperatura)
Convolução cúbicaContínuos, resultado mais suave

Quando é necessária (23-24 Q2b)

  • Alterar o sistema de coordenadas de um CDG matricial
  • Combinar matrizes com resoluções espaciais diferentes
  • Georreferenciar uma imagem/matriz

Armadilha — reamostragem de inteiros (24-25 EM) → VERDADEIRO

“Algumas linhas podem desaparecer da tabela de atributos” (zonas pequenas absorvidas pelas vizinhas).


Tópico 5 — Diagrama de análise espacial (DAE) (sai SEMPRE)

Padrão geral

Combinar N condições independentes:

Cada condição → matriz binária (0/1 ou NoData/1) → MULT de todas → resultado
  • 1 = satisfaz · 0 / NoData = não satisfaz · Multiplicar tudo → 1 só onde todas se verificam.

25-26 Q4 — Tempestade Kristin (DAE em 2 partes) ⭐ mais recente

Dados matriciais (r.e. 2 m): (i) gravidade 1–5; (ii) MDT; (iii) estradas=1, taludes=2, NoData fora.

TIPO Q6 — Paragens de autocarro em Lisboa

A <300 m da estátua do Marquês de Pombal + orientadas a sul + não visíveis dos Restauradores.

24-25 Q4 — Declive + Rios + Sismos

(i) declive < 18%; (ii) não são rios; (iii) a <2 km de >2 sismos de magnitude >4 nos últimos 10 anos.

23-24 Q4 — Área agrícola da Chamusca (cultura × exposição × freguesia)

Truque: converter freguesias em N×100, orientação em N×10, cultura 1–9 → somar → cada célula = valor único da combinação (ex: 423 = freguesia 4, NE, vinha).

Dicas transversais para o DAE

  • Usar funções matriciais sempre que possível (como pede o enunciado)
  • Converter vetorial→matricial antes de combinar, com resolução compatível com o MDT
  • “não X” → reclassificar (X→NoData; resto→1)
  • “a menos de Y m” → distância euclidiana → reclassificar (≤Y→1)
  • “orientado a sul” → MDT → orientação → reclassificar (135°–225°→1)
  • “visível de” → MDT → visibilidade (global)

Tópico 6 — Problemas aplicados de cálculo (peso novo em 25-26)

A receita-mãe

Quase todos reduzem-se a: reclassificar condições → multiplicar matrizes booleanas/valores → somar todas as células → × área da célula (ou × custo). Domina esta cadeia.

25-26 Q2 — Volume máximo de uma minibarragem (cota 210 m, MDT 5 m) ⭐

Dados: MDT matricial (r.e. 5 m) + matriz de direções de escoamento.

25-26 Q3 — Percurso pedonal de menor custo (calorias) ⭐

Dois pontos A e B numa zona montanhosa; tabela declive↔calorias/100 m. Dados (1 v.) + modelação (2 v.).

25-26 Q4b — Custo total de obra (custo = declive²)

Ver DAE no Tópico 5: reclassificar taludes → multiplicar por resultado A e por declive² → somar todas as células = custo total.

Padrões a decorar destes problemas

  • Volume / quantidade = soma de células × área da célula (célula 5 m → 25 m²; 2 m → 4 m²)
  • Custo frequentemente = declive² (25-26 apareceu duas vezes)
  • Superfície de custo = reclassificar/converter uma grandeza (declive, uso do solo) em atrito → depois Dijkstra
  • Atenção à resolução espacial ao converter “por 100 m” ou “por célula”

Tópico 7 — Workflow hidrológico

Sequência completa

MDT → [1. Pit filling]            → MDT sem depressões
     → [2. Direções escoamento (focal)] → MDES
     → [3. Escoamento acumulado (global)] → nº de células a montante
     → [4. Reclassificação (local)]       → linhas de água
     → [5. Segmentos + ordem hierárquica]
     + [MDES] → [6. Bacia hidrográfica (global)] → a partir da célula de saída

Armadilhas confirmadas

  • Pit filling é a 1.ª operação → produz MDT sem depressões (25-26 Q1-F ✅)
  • Após pit filling → direções → escoamento acumulado obtém-se contagem de células a montante (não linhas de água!) → 24-25 EM ✅
  • Bacia hidrográfica usa a matriz de DIREÇÕES (não o escoamento acumulado)
  • Direções de escoamento = focal · escoamento acumulado e bacia = globais

TIPO Q2 — Bacia hidrográfica de um ponto (modelo D8)

  1. Pit filling sobre o MDT
  2. Direções de escoamento (focal, D8)
  3. (opc.) Escoamento acumulado para identificar troços
  4. Bacia hidrográfica (global) a partir da célula terminal, usando as direções

Ver matéria em: Resumo MAP2 → Tema 4 / Modelação Hidrológica


Tópico 8 — Superfície de custo (agora também aplicada)

O que está em cada célula

O custo/resistência para atravessar aquela célula (não o custo acumulado). Ex.: declive, uso do solo, tipo de terreno.

Regras e armadilhas

  • Valores obrigatoriamente positivos (não nulos/negativos) — 24-25 EM ✅, 25-26 Q1-J ✅
  • Não têm de ser inteiros nem potências de 2 → FALSO
  • Cria-se por reclassificação/conversão de uma ou mais matrizes → TIPO Q4, 25-26 Q3
  • Corredor tem largura variável (não constante)
  • Só o **Dijkstra** garante o caminho de menor custo — a “maior descida” pode ficar presa em mínimos locais

Ver matéria em: Resumo MAP2 → Tema 6 / Superfícies de Custo


Tópico 9 — Questões abertas conceptuais

"Vantagem da modelação matricial do relevo vs vetorial" (23-24 Q1)

Para a área acima de 1000 m: no matricial basta reclassificar (>1000→1) e contar células × área. No vetorial (TIN) seria cálculo geométrico por triângulo; com curvas de nível seria preciso fechar a curva dos 1000 m em polígono (nem sempre possível). → Apresenta sempre a comparação explícita com o vetorial.

"Porquê reclassificar para 0, 1 e NoData?" (TIPO Q1)

  • 1 = satisfaz · 0 = não satisfaz (mas no domínio) · NoData = fora do domínio
  • Permite combinar condições por multiplicação (AND) e contar células

"Regras de atribuição de valor (vetorial→matricial)" (TIPO Q4)

  • Valor do polígono no centro da célula
  • Valor do polígono de maior área na célula
  • Valor por prioridade definida
  • Presença (para entidades lineares) · resolução ≤ ½ menor comprimento

"Informação necessária + procedimento" (TIPO Q5 / 24-25)

ObjetivoInfoProcedimento
Orientação dominanteMDTOrientação (focal) → estatística zonal (moda)
Maior drenagem acumuladaMDTFill → direções → escoamento acumulado → célula máx.
Volume p/ nivelar à cota XMDTReclassificar (<X / >X) → diferença × área × nº células

✅ Padrões recorrentes (o que decorar mesmo)

Aparece quase sempre

  1. Q1 conceptual em massa vale muito e é rápido → banco de mini-respostas (classificação, MAUP, superfície de custo, reamostragem, visibilidade, buffer).
  2. Classificação local/focal/zonal/global é obrigatória → sabe a lista de cor.
  3. DAE sai sempre → caixas e setas com condições binárias.
  4. Reclassificar → multiplicar → somar × área da célula é o núcleo de quase toda a prática (volume, custo, contagem).
  5. Direções de escoamento = focal; visibilidade / escoamento acumulado / bacia = globais.
  6. Pit filling é sempre a 1.ª operação hidrológica.
  7. Bacia hidrográfica usa a matriz de direções (não o acumulado).
  8. Só o Dijkstra garante o caminho de menor custo; superfície de custo tem valores positivos.
  9. Custo ≈ declive² e volume ≈ soma × área da célula (novos padrões 25-26).

Checklist anti-erro (lê 2 min antes de entregar)

  • Funções classificadas (local/focal/zonal/global)?
  • Declive e orientação como focais; visibilidade como global?
  • TPI focal com argumento MDT?
  • Reclassificação local que cria nova matriz?
  • Workflow: pit filling 1.º → direções (focal) → acumulado (global) → linhas → bacia?
  • Bacia usa direções (não acumulado)?
  • DAE: todas as condições em binário antes de MULT?
  • Conversão vetorial→matricial com resolução compatível com o MDT?
  • Superfície de custo com valores positivos (não necessariamente inteiros)?
  • Nos volumes/custos: multipliquei pela área da célula correta (lado²)?

📝 Plano de estudo sugerido

Roteiro

  1. Classificar qualquer função (local/focal/zonal/global) de cor.
  2. Refaz o Q1 do 25-26 (12 alíneas) e as V/F do 23-24 — é a maior fatia de pontos.
  3. Faz os 4 DAE dos testes sem ver a solução; compara depois.
  4. Treina os problemas de cálculo aplicado: volume da minibarragem (25-26 Q2), percurso de menor custo (25-26 Q3), custo com declive² (25-26 Q4).
  5. Aplicação de função sobre 4×4: zonal tipo I e II, focal máximo/mínimo 3×3, local.
  6. Memoriza o workflow hidrológico com a ordem e o tipo de cada passo.
  7. Faz 1 teste completo cronometrado (45 min) nos dias antes.
  8. Revê o Resumo para a teoria de suporte.

Recursos

Testes analisados neste guia

  • 23-24 MAP45 — 29 mai 2024 (com resolução)
  • 23-24 TIPO — teste-tipo matricial
  • 24-25 MAP45 — 11 jun 2025 (com resolução)
  • 25-26 MAP45 — 5 jun 2026 (com resolução) ← molde atual

(Testes de 15 min de 21-22 e 22-23 excluídos.) PDFs em MAPs Anos Anteriores/. Teoria completa: Resumo MAIG MAP2.

Notas relacionadas (Dataview)

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